sábado, 14 de novembro de 2009

Eleições na concelhia PSD de Belmonte

Manuela Sampaio é candidata á liderança da Comissão Política Concelhia do Partido Social-Democrata (PSD) de Belmonte. As eleições estão marcadas para o próximo dia 27 de Novembro.

A candidatura foi confirmada na primeira pessoa. Manuela Sampaio aceitou o desafio face á necessidade de mudança "demonstrada pelos militantes". Caso venha a ser eleita, a candidata espera nos próximos dois anos "pacificar o partido" e "aumentar o número de militantes".

Manuela Sampaio é militante do PSD há cerca de seis anos e pela primeira vez deverá assumir um cargo na concelhia do PSD de Belmonte. Uma decisão já transmitida ao anterior líder do PSD no concelho de Belmonte.

Recorde-se que Jorge Amaro decidiu impugnar a marcação de eleições antecipadas, na concelhia do PSD de Belmonte, junto do conselho de jurisdição distrital do partido, mas a resposta acabou por ser negativa.

Para além de Manuela Sampaio, que assume a candidatura á liderança do PSD de Belmonte, José Carlos Gonçalves será candidato á presidência da Mesa da Assembleia de Militantes.
Estes deverão ser os únicos candidatos aos órgãos da secção do PSD de Belmonte. As eleições estão marcadas para o próximo dia 27 deste mês, as listas poderão ser entregues até ao terceiro dia anterior ao acto eleitoral.

in Rádio Caria"

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"A democracia em recibo"

Muito? Justo? Pouco? Cada eleitor terá a sua opinião. Os salários dos presidentes de Câmara estão calculados com base no do Presidente da República. O vencimento dos autarcas varia consoante o número de eleitores do concelho

MUITOS eleitores acharão que alguns autarcas valerão o seu peso em ouro, outros acharão que nem por isso e que para o valerem teriam que fazer exigente esforço. Cada um fica com o seu critério de avaliação do trabalho dos seus autarcas, mas os valores são exactos, mesmo para quem ache que ganham muito, que ganham justamente ou que ganham pouco para a responsabilidade do cargo.

A exigência do exercício de cargos públicos e a sua remuneração tem sido, de resto, por vezes, alvo de tímida discussão e por aí tem ficado, muitas vezes refém da espada do muito mais que gestores ganham em algumas empresas públicas e privadas e a parede do menos que muitos dos portugueses ganham.

Os ordenados dos eleitos para os municípios estão directamente indexados ao salário do Presidente da República, o titular do mais alto cargo político da nação. Aníbal Cavaco Silva tem um vencimento- -base de 7.630,30 euros. Os restantes vencimentos da hierarquia de Estado estão directamente indexados a este valor, e sempre abaixo deste montante. Os presidentes das Câmaras de Lisboa e Porto recebem 55 por cento deste valor. Os presidentes de Câmara de municípios com 40 mil ou mais eleitores recebem 50 por cento do vencimento do Presidente da República. Nos municípios com mais de dez mil eleitores e menos de 40 mil, recebem 45 por cento do salário-referência. Os presidentes dos restantes municípios – leia-se com dez mil eleitores ou menos – recebem 40 por cento do salário do Presidente da República. Estas são as regras. As remunerações dos vereadores em regime de permanência correspondem a 80 por cento do montante do valor base da remuneração a que têm direito os presidentes das autarquias. Já os vereadores em regime de meio tempo correspondem a metade do legalmente fixado para os vereadores em regime de tempo inteiro. Os vereadores que não se encontrem em regime de permanência ou de meio tempo e os membros das assembleias municipais têm direito a uma senha de presença por cada reunião ordinária ou extraordinária. O valor das senhas de presença estão fixadas em três por cento, 2,5 por cento e dois por cento do valor base da remuneração do presidente da Câmara Municipal, respectivamente para o presidente da Assembleia Municipal, secretários, restantes membros da Assembleia Municipal e vereadores.

A tradução em números é a seguinte: os presidentes de Câmara com vencimentos mais elevados são os de Lisboa e Porto, com um valor de 4.196 euros, a que acrescem as despesas de representação no valor de 1.222,07 euros. Seguem-se os presidentes das autarquias com 40 mil ou mais eleitores (como são os casos de Castelo Branco e Covilhã), onde a tabela indica um vencimento para os presidentes de 3.815,17 euros, com direito a despesas de representação no valor de 1.110,97 euros. Os vereadores a tempo inteiro destas autarquias têm um vencimento tabelado de 3.052,14 euros, tendo também direito a despesas de representação no valor de 592,52 euros. Os vereadores a meio tempo têm direito a um salário de 1.526,07 euros, sem direito a despesas de representação.

Nos municípios com mais de dez mil e menos de 40 mil eleitores (como é o caso do Fundão, Guarda, Idanha-a-Nova e Sertã), o presidente tem, segundo a lei, um salário de 3.433,65 euros e despesas de representação de 999,87 euros. Um vereador a tempo inteiro ganha 2.746,92 euros, com despesas de representação de 533,27 euros e um vereador a meio tempo recebe 1.373,46 euros. Para os municípios com menos de dez mil eleitores (como são Proença-a-Nova, Penamacor, Oleiros, Belmonte, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão) os presidentes da autarquia têm direito a um salário de 3.052,13 euros, a que se juntam 888,78 euros de despesas de representação. Um vereador a tempo inteiro ganha 2.441,70 euros e tem direito a despesas de representação de 474,01 euros. Um vereador a meio-tempo tem um vencimento definido de 1.220,85 euros.

Ainda segundo a lei, os eleitos locais têm direito a dois subsídios extraordinários (vulgo subsídios de férias e de Natal) a serem pagos nos meses de Junho e Novembro, respectivamente. Quanto às senhas de presença dos vereadores que não se encontrem em regime de permanência ou a meio-tempo, nos concelhos com 40 mil ou mais eleitores, têm direito a um valor de 76,30 euros por reunião. Nas autarquias entre dez mil e 40 mil eleitores, estes vereadores recebem 68,67 euros por presença. Nos restantes municípios, o valor fixado é 61,04 euros. Quanto aos eleitos das Assembleias Municipais (A.M), nos concelhos com 40 mil ou mais eleitores, o presidente deste órgão tem direito a uma senha de presença de 114,45 euros por sessão, os secretários uma senha de 95,38 euros e os restantes membros 76,30 euros.

Nos municípios com mais de dez mil e menos de 40 mil eleitores, o presidente da AM tem direito a uma senha de presença de 103,01 euros, os secretários 85,84 euros e os restantes membros a uma senha de presença de 68,67 euros. Nos municípios mais pequenos – com menos de dez mil eleitores, a lei determina que o presidente da A.M receba uma senha de presença no valor de 91,56 euros, os secretários de 76,30 euros e os restantes membros, uma senha de 61,04 euros.

O regime fiscal aplicado aos vencimentos é o dos titulares dos cargos políticos.


Juntas de Freguesia

O MAIS alto salário base que um presidente de Junta pode receber em Portugal é de 1.907,58 euros (acrescidos de 555,49 euros de despesas de representação). Para auferir esta verba (que contempla ainda subsídios de férias e de Natal), um autarca tem de exercer funções a tempo inteiro e em exclusividade numa freguesia com mais de 20 mil eleitores. Se tiver um salário de outra actividade, o eleito pode optar pela “não exclusividade”, recebendo então metade daqueles valores.

Fazendo uma análise à Beira Interior, apenas uma pessoa poderá cumprir estes requisitos. Falamos do presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco, onde estão registados 27.736 eleitores.

Entre restantes freguesias da região, não há nenhuma no segundo escalão (entre 10 mil e 20 mil eleitores) e apenas três estão no terceiro escalão (entre cinco mil e 10 mil eleitores). Trata-se das Juntas de Freguesia do Fundão (7.799 eleitores), de Seia (5.728) e da Conceição na Covilhã (6.998). Nestas, o presidente de Junta eleito, se exercer funções a tempo inteiro e em exclusividade, recebe mensalmente 1.449,76 (mais 422,17 de despesas de representação). Sublinhe--se que a “não exclusividade” implica uma redução de 50 por cento.

Todas as outras Juntas de Freguesia da região estão no quarto escalão (menos de cinco mil eleitores). Nesses casos, um presidente a tempo inteiro encaixa por mês 1.229,85 euros (mais 355,52 de despesas de representação) se estiver em exclusividade ou metade se auferir um rendimento de outra actividade.

Todos os valores indicados referem-se a salários base, sobre os quais serão, obviamente, descontados impostos. À cifra junta-se o subsídio de refeição a que têm direito (4,27 euros por dia).

Se um presidente de Junta não quiser exercer funções a tempo inteiro, poderá fazê-lo a meio tempo. Nesse caso, os salários são reduzidos para metade e não haverá direito a despesas de representação. O presidente da Junta de Castelo Branco, por exemplo, receberia nesse regime 953,79 euros e o da Junta do Fundão 724,88 euros.

Como se sabe, são poucos os presidentes de Junta que exercem funções a tempo inteiro ou meio tempo. A maior parte deles “trabalha” em não permanência, uma vez que têm as suas actividades profissionais privadas. Nesses casos, o presidente recebe 366,36 euros se a sua freguesia tiver mais de 20 mil eleitores; 305,30 euros se tiver entre cinco mil e 19.999 eleitores; e 274,77 euros se tiver menos de cinco mil eleitores. Os secretários e tesoureiros recebem 293,09 euros, 244,24 ou 219,82 consoante o número de eleitores referidos atrás.

Depois, há ainda nas freguesias outras pessoas que são pagas por estarem presentes nas reuniões da Assembleia de Freguesia. Falamos dos vogais que estão fora do executivo (mínimo de 21,37 e máximo de 25,65 euros por cada sessão) e dos restantes membros da Assembleia de Freguesia (mínimo de 13,74 e máximo de 18,32 euros por sessão, variando também consoante o número de eleitores).


In "Jornal do Fundão"

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Lar de Caria num impasse...

“O terreno já não pertence à Santa Casa. Havia uma condicionante quando o mesmo foi doada que não se verificou, que era a construção do Lar. A Santa Casa não o fez e nós já tomámos outras iniciativas, outros caminhos.” É assim que o presidente da Câmara de Belmonte reage às declarações do Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Belmonte, João Gaspar, que no passado dia 2 de Novembro foi reeleito para o cargo e assegurou, na altura, que o terreno em que a instituição começou a construir o lar, em Caria, ainda é da Misericórdia.

João Gaspar reafirmava, então, a intenção de concluir a obra do Lar de Caria, que tem sido objecto de arranques e paragens, e assegurava que o terreno não fora retirado pela Câmara. “A cedência do terreno a 30 anos não foi anulada” garantia, não fechando porém a porta ao diálogo com a Câmara, de modo a concluir a infra-estrutura desde que “recebamos o dinheiro que já ali foi investido”. Pois bem, Amândio Melo, no que toca à posse do terreno, tem opinião contrária, e diz que no que toca ao lar, a autarquia já seguiu outro rumo, até porque às propostas feitas pela Câmara sobre o assunto, “não obtivemos resposta da Santa Casa.” O presidente da Câmara ressalva, porém, que “não estamos em ruptura com ninguém” e mostra-se aberto ao diálogo com a instituição, caso esta faça uma proposta. “Admitimos que se possa falar sobre isso. Mas ali não vai ser um lar, de certeza” afirma, convicto.

Recorde-se que há poucos meses atrás, já no final do mandato anterior, o autarca dizia que a Santa Casa da Misericórdia de Belmonte, dona da obra, ultrapassara o prazo para apresentar projecto e que, por isso, o terreno que tinha sido doado regressava à pose da autarquia Um assunto que foi mesmo discutido numa reunião do executivo camarário, em que Amândio Melo revelou a intenção da Câmara em fazer a reversão do terreno. “Notificámos a Santa Casa para fazer a reversão do terreno” afirmava a 15 de Julho o autarca, avançando que a autarquia irá ela própria avançar com a obra.

in "Noticias da Covilhã"

sábado, 7 de novembro de 2009

Comunidade Judaica de Belmonte tem novo presidente

António Carlos Diogo Mendes, de 50 anos de idade, reformado da Guarda Nacional Republicana, substituiu nestas funções, o anterior líder Judaico de Belmonte, Abílio Morão.

António Mendes foi eleito para um mandato de três anos. A Comunidade Judaica de Belmonte é a maior a viver em Portugal, para António Mendes esta nova tarefa é encarada "com optimismo", apesar de reconhecer "algumas dificuldades". António Mendes destaca prioridades, entre as quais, o saneamento financeiro e a criação de condições para atrair um rabino para Belmonte, "uma luta antiga e uma necessidade para a comunidade".

O novo Presidente da Direcção conta com o apoio de toda a equipa e reconhece que a Câmara Municipal de Belmonte tem sido, e espera que "continue a ser um bom parceiro". Por seu lado, o Presidente da Câmara Municipal de Belmonte destaca a importância desta comunidade e espera que a breve prazo lhe seja apresentada a nova direcção.

António Carlos Diogo Mendes é o novo líder desta comunidade, uma das maiores a viver na Europa e a maior de Portugal. A Comunidade Judaica de Belmonte está organizada, possui a emblemática Sinagoga, um Cemitério Judaico e tem alugada uma casa para os dias em que conta com a presença de um Rabino para presidir às cerimónias e bênção da alimentação, tudo isto, feito ao longo dos anos numa cooperação entre a Comunidade Judaica, a Câmara Municipal e a própria população do concelho de Belmonte.

in "Rádio Caria"

terça-feira, 3 de novembro de 2009

JF de Belmonte assaltada

A Guarda Nacional Republicana (GNR), através do Núcleo de Investigação Criminal(NIC) está a investigar um assalto realizado este fim-de-semana, na noite de sábado para domingo, às instalações da Junta de Freguesia de Belmonte (JF).

O delito terá ocorrido na madrugada de domingo. O Presidente da Freguesia belmontense foi surpreendido na manhã deste domingo “com um cenário de vandalização dentro das instalações da sede da freguesia”, como sublinhou António Manuel Rodrigues, o presidente da Junta de Freguesia de Belmonte a dar conta dos pormenores deste assalto ocorrido este fim-de-semana nas instalações desta freguesia.

Quanto a prejuízos “estão a ser apurados”, e nas causas, “essa é uma tarefa que cabe agora à GNR que está a investigar este caso”, depois de recolher alguns vestígios no local, como garantiu o autarca.

in "Rádio Caria"

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

800 postos de trabalho destruídos num ano no distrito de Castelo Branco

O alerta é do Sindicato Têxtil da Beira Baixa que em conferência de imprensa fez o “retrato” do sector têxtil e de vestuário desde Outubro de 2008. Segundo Luís Garra mais de uma dezena de empresas do distrito enfrentam problemas que levaram à redução de postos de trabalho, suspensão da laboração ou ao encerramento definitivo.

De entre os casos mais problemáticos está a Carveste, sedeada em Caria, concelho de Belmonte, e a AVRI localizada no Parque Industrial do Canhoso, concelho da Covilhã.

Dois exemplos apenas de empresas onde o Governo deve intervir, não apenas do ponto de vista social, mas sobretudo com “medidas de politica económica que passam pela aposta no aparelho produtivo”.

Nesse sentido já solicitaram uma audiência ao Ministro da Economia para analisarem em conjunto a realidade do distrito e procuraram soluções para que estas empresas mantenham a laboração. Soluções que podem ser de apoio financeiro, reorientação da gestão, ou consolidação de dívidas. O importante é que "associada às intervenções haja a nomeação pelo Estado de gestores que controlem a aplicação dessas ajudas”, diz Luís Garra.

O objectivo é “travar a degradação da situação económica e social na região” onde há mais de 10 mil desempregados, cerca de 40 por cento dos quais sem direito a subsídio de desemprego.

Para além das confecções Carveste e Avri também a Proudmoments no Fundão, a Vesticon no Tortosendo e a Mateus e Mendes de Castelo Branco fazem parte da lista de empresas que atravessam situações difíceis mas que, na maioria dos casos, têm condições e mão-de-obra qualificada para garantir a sua laboração.

in "Jornal do Fundão"

Resultados Autarquicas Belmonte 2009




quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Revogado despacho que designava Germano Fernandes como vice-presidente da autarquia belmontense

Agora é oficial, o presidente da Câmara Municipal de Belmonte revogou o despacho que designava Germano Fernandes como vice-presidente da autarquia. A decisão foi dada a conhecer ontem, durante a sessão pública do executivo municipal.

Ao ter conhecimento desta decisão, Germano Fernandes apresentou uma declaração em que explicou o seu percurso e alguns episódios que demonstraram a falta de confiança de Amândio Melo, e acusou o líder da maioria socialista de falta de confiança não só nele, mas também no vereador a tempo inteiro.

Na questão relacionada com as escolhas do Partido Socialista, para as listas candidatas nas eleições autárquicas, Mário Tomás saiu em defesa do Partido e afirmou que "o processo foi pacífico", contrariando as críticas de Germano Fernandes.

Para o presidente da Câmara de Belmonte tudo não passa de "mero oportunismo". Amândio Melo foi muito crítico depois da apresentação da declaração de Germano Fernandes. Para além das críticas, o líder do executivo partiu para algumas denúncias relacionadas com o percurso do ex-vice-presidente na autarquia de Belmonte.

O presidente da autarquia retirou a confiança política a Germano Fernandes, depois de conhecida a sua candidatura á Câmara Municipal pelo Movimento Partido da Terra (MPT), nas próximas eleições Autárquicas.
in "Rádio Caria"

Reunião pública do executivo municipal debate polémica da cedência do AMB

A recente polémica, em torno da não cedência do Auditório Municipal de Belmonte (AMB), á Coligação Democrática Unitária (CDU) para a realização de um debate, foi um assunto abordado ontem na reunião pública do executivo municipal. Germano Fernandes deixou a sua preocupação e lamento, classificando a decisão de "negativa e inaceitável".

Por seu lado, e com base numa declaração enviada pela autarquia ao PSD, Jorge Amaro afirma que a versão apresentada pela CDU poderá não ter tanta veracidade como foi transmitida em público. O vereador sublinha que na sua opinião, terá havido "falta de comunicação" entre a Câmara Municipal e o Centro de Cultura Pedro Álvares Cabral de Belmonte, entidade que utiliza o auditório, através da Escola de Música.

O presidente da Câmara Municipal de Belmonte desdramatiza o cenário apresentado, na altura, pelo mandatário da CDU de Belmonte. Amândio Melo sublinha que a resposta foi dada "de forma positiva e por escrito" e com "total disponibilidade" para a utilização daquele espaço público, mas sempre em articulação com o Centro de Cultura Pedro Álvares Cabral.

Perante estas últimas declarações, o mandatário concelhio da CDU de Belmonte, diz que o presidente da Câmara Municipal "está a faltar á verdade". Carlos Afonso afirma que a autarquia "recusou dar a chave do auditório". Mediante estas declarações, o presidente da autarquia refere que não quer transformar o assunto numa novela e “se alguém está a faltar á verdade não é o presidente da Câmara Municipal de Belmonte”. Para Amândio Melo o assunto "está resolvido e bem claro".

Envolvido nesta polémica foi o Centro de Cultura Pedro Álvares Cabral de Belmonte. O presidente da direcção refere que “quer que a instituição seja respeitada” e não seja envolvida em polémicas que não lhe dizem respeito. Dário Gonçalves afirma que o Centro de Cultura "não pode ser responsável pela cedência de instalações que não lhe pertencem" e disponibilizar um funcionário para actividades que vão para além da escola de música. Dario Gonçalves refere ainda que o nome do Centro de Cultura Pedro Álvares Cabral não pode ser envolvido em “guerrinhas”. O presidente da direcção do Centro de Cultura Pedro Álvares Cabral, manifesta repúdio pela polémica em que foi envolvida uma instituição que pretende ser respeitada.
in "Rádio Caria"

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

CDU privada de utilizar Auditório Municipal

Sabendo que a Educação é uma área determinante para o desenvolvimento de um Povo e assinalando a abertura do ano lectivo a Coligação Democrática Unitária de Belmonte, realizou ontem um debate sobre o tema "Melhor Educação, Melhor Concelho".

Uma iniciativa política que deveria ter tido lugar no Auditório Municipal de Belmonte, mas que acabou por ser realizada ao ar livre por falta de cedência do auditório por parte da Câmara Municipal. A CDU de Belmonte ficou agastada e revoltada com a situação. O mandatário concelhio classifica a situação de "anti-democrática". Carlos Afonso afirma que “o auditório municipal não é propriedade de um presidente qualquer”, os equipamentos públicos devem estar “ao serviço da população”.
Carlos Afonso afirma ainda que com esta atitude o poder local "demonstra medo", em discutir os problemas do concelho. Face a esta situação a CDU vai avançar com uma queixa para a Comissão Nacional de Eleições (CNE). Amanhã na reunião pública do executivo municipal de Belmonte, iremos questionar o presidente da autarquia acerca desta polémica e obter a posição da Câmara Municipal de Belmonte.

Quanto ao debate sobre o tema "Melhor Educação, Melhor Concelho", realizado ao ar livre, á porta do Auditório Municipal de Belmonte, acabou por ser participativo, foram debatidas as questões de momento, na área da educação. Helena Arcanjo, professora e Mestre em Análise Social e Administração e Doutoranda em Administração Educacional e Políticas Educativas referiu que no concelho de Belmonte, a Carta Educativa é “fatalista” porque procura soluções para o presente sem olhar para o futuro, com penalizações "para as zonas mais rurais do concelho".

Helena Arcanjo refere ainda que a requalificação da rede não corresponde ás expectativas dos pais. O município deve repensar os espaços e os serviços que faltam no concelho. Sobre a questão do Centro de Actividades de Tempos Livres (ATL), Helena Arcanjo defende que, tal como acontece noutros concelhos da região Centro, a solução deve ser dada "pelo Agrupamento de Escolas e pelas instituições".

A candidata da CDU, á Câmara Municipal de Belmonte, destacou a importância deste debate de ideias e lamentou "a falta de cultura democrática" do presidente da autarquia. Na questão do Centro de Actividades de Tempos Livres, Dulce Pinheiro afirma que ficou claro que "á Câmara Municipal de Belmonte competia a responsabilidade de resolver o problema".

Um debate que contou também com a presença do Director do Agrupamento de Escolas Pedro Álvares Cabral de Belmonte. David Canelo elogiou a iniciativa e destacou "a forma como foram apresentados os problemas que afectam a área da educação". Sobre a questão do momento, que se prende com o ATL, David Canelo esclarece que o agrupamento não tem qualquer responsabilidade no processo, "a lei não permite aos agrupamentos de escolas fazerem ATL’s".

Quanto ao Centro Educativo de Belmonte, David Canelo reconhece que haverá sempre alguns pormenores para melhorar. Numa opinião pessoal, o director do Agrupamento de Escolas refere que "nunca teria optado pelo aproveitamento do edifício que está ultrapassado".
Quanto ao início das aulas assinalado ontem no concelho, David Canelo afirma que o ano lectivo abriu com normalidade nas escolas do concelho. A questão do transporte das crianças de Monte do Bispo para a sede de freguesia foi solucionada.

David Canelo que ontem também participou no debate promovido pela CDU de Belmonte sob o tema “Melhor Educação, Melhor Concelho”. Um debate que, ontem á noite ao longo de cerca de duas horas, decorreu ao ar livre, á porta do Auditório Municipal de Belmonte

in "Rádio Caria"

sábado, 12 de setembro de 2009

Batalha eleitoral será travada em 7 frentes!

"O Cadeirão dos Desejos" podia ser o nome de um qualquer romance bestseller, mas sem dúvida que se pode atribuir ao utensílio doméstico que Amândio Melo tem à sua disposição na Câmara Municipal. Se não vejamos, "Belmonte está longe dos concelhos com mais eleitores no país (tem cerca de 6.600) mas é um dos que tem mais listas concorrentes à câmara: sete.

Amândio Melo candidata-se a um terceiro mandato, como independente, pelo PS. Em 2005 conseguiu ultrapassar a barreira dos 50 por cento de votos, que lhe permitiu manter a maioria no executivo (três vereadores, contra dois da oposição).

Há quatro anos, o PSD deu lugar ao Movimento independente pelo concelho de Belmonte, mas este ano os sociais-democratas já anunciaram Jorge Amaro como cabeça de lista.

Será assim reeditado o confronto eleitoral de 2001 que também opôs Amândio Melo e Jorge Amaro, actual vereador da oposição.

Pela CDU, a professora e dirigente sindical Dulce Pinheiro, que este mandato representou os comunistas na assembleia municipal, encabeça a lista à Câmara.

Já o CDS-PP candidata João Gonçalves, professor do ensino secundário, que vai tentar encontrar um lugar que o partido nunca conquistou no executivo a concorrer sozinho (a AD venceu em 1979 e 1982) - o melhor resultado de sempre do CDS foi em 1976 quando conseguiu 357 votos.

O Bloco de Esquerda aposta em Fernando Proença, professor do ensino secundário.

Germano Fernandes, desde há oito anos vice-presidente da câmara pelo PS, desfiliou-se do partido há semanas e encabeça a lista do MPT - Movimento Partido da Terra.

O novo Partido Trabalhista Português também apresenta lista em Belmonte, encabeçada pelo jovem David Monteiro, de 21 anos."

É caso para dizer - mas que rico cadeirão que nós, gentes de Belmonte, temos no nosso concelho! Resta-nos esperar (neste jogo das cadeiras) que o eleito honre tão nobre utensílio...

fonte: Agência Lusa

Está já a decorrer uma sondagem sobre as intenções de voto nos candidatos oficiais à CM de Belmonte. Participe!