quinta-feira, 22 de abril de 2010

Contas do municipio aprovadas por maioria

O Executivo Municipal de Belmonte aprovou ontem a Conta de Gerência referente ao exercício da Câmara Municipal no ano de 2009.

Um documento aprovado por maioria com os votos contra dos dois vereadores eleitos pelo Partido Social-Democrata (PSD). Jorge Amaro justificou o voto contra pelo facto de, "nos últimos três anos, a execução orçamental ter vindo a descer com aumento da despesa e a evolução da receita a decrescer". O vereador do PSD afirma que a Câmara Municipal "deve empenhar-se mais na cativação de receitas", a gestão autárquica "não deve iludir ou enganar" os munícipes, "deve ser transparente".

Por seu lado, o presidente da autarquia mostra-se "entusiasmado" com os resultados obtidos. Amândio Melo afirma que "a execução orçamental rondou os 60%", justificando desta forma "as apostas que foram feitas e a estratégia seguida" pela maioria socialista.

O vereador socialista, Mário Tomás defendeu que se trata de "um documento contabilístico e não político". Referindo ainda que nos últimos três anos "a média de execução orçamental tem sido equilibrada".

A Conta de Gerência da Câmara Municipal de Belmonte, referente ao exercício de 2009, foi aprovada por maioria. Um documento que será agora submetido á votação na Assembleia Municipal de Belmonte, agendada para o dia 30 deste mês.
in "Rádio Caria"

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Triste mas real! Vandalismo que continua a predurar por terras de Cabral

Novo parque agrada à população, mas já foi vandalizado.
“Todos os dias, um bocadinho de manhã e outro bocadinho, ao fim da tarde, aqui venho com a minha vizinha. Isto é uma maravilha, mas a garotada estraga tudo”. É este o lamento deixada por Beatriz Soares, 73 anos, natural e residente em Belmonte, que na manhã da última quinta-feira, 8, encontramos a praticar desporto no parque de lazer da vila, que nasceu no antigo mercado do gado, bem por trás do castelo.

Vestida de preto, de alto a baixo, com roupa do dia-a-dia, e não equipada com fato de treino e sapatilhas, a dona Beatriz vai experimentando as diversas máquinas, em metal, que foram ali colocadas, dando origem a um mini-parque de manutenção que serve para trabalhar braços e pernas, cintura, tronco, enfim, cuidar do corpo. E da mente. “Olhe, quando venho para aqui sinto-me mais nova. Tenho uma artrose no joelho e desde que tenho aqui vindo sinto-me bem” afirma. Chamando a vizinha. “Ande, vizinha, agora vamos fazer um bocadinho naquela máquina” sugere. Maria Otília Pina do Vale, 79 anos, “faço os 80 em Setembro”, acata a sugestão da amiga. “Venho cá pela saúde, para fazer um pouco de ginástica” afirma, garantindo que o parque “foi uma coisa muito boa que cá puseram. Mas devia ter um guarda em permanência, pois destroem tudo” lamenta. De facto, há já equipamento partido no antigo mercado do gado, como o NC pode constatar. Culpados, para as duas senhoras, estão identificados: “é a canalha que faz isto. No tempo de aulas, a partir das quatro horas, nem queira saber o que isto é. É uma malta toda aqui metida” assegura. As duas dizem que, ao fim da tarde, “muita gente cá vem”, tal como elas as duas, que após o exercício da manhã marcma encontro para repetir a tarefa um pouco mais tarde.

Naquele espaço, antigamente, em dias de feiras e mercados, o gado era negociado e vendido e os agricultores da região marcavam sempre presença, aproveitando quase sempre para almoçar pelas barracas que vendiam frango assado. Isso mudou, há muitos anos, e o olival que fica abaixo da sinagoga, bem por trás do Castelo, é frequentemente aproveitado como despejo de lixo. Uma situação que mudou com o parque, embora nele se continue a ver alguns objectos indesejáveis. “É lamentável. Vem-se aqui com uma criança brincar a um baloiço e não a podemos deixar à vontade” explica ao NC a mãe de uma menina de ano e meio.

No final do ano passado, o autarca belmontense, Amândio Melo, assegurava que aquele seria um espaço público “destinado aos idosos e jovens” com espaço recreativo, um parque infantil e com um miradouro, que poderia também ser aproveitado para fazer exercício físico “ou tão só para ler um livro”. Porém, ainda antes de estar concluído, o parque já fora objecto de vandalismo, o que o presidente da Câmara lamentava. “Nós não aceitamos o vandalismo. É uma atitude reprovável que quem não se apercebe que o espaço público é de todos nós” criticava então o autarca.

in "Noticias da Covilhã"

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"Diz-me quanto ganhas, dir-te-ei onde vives..."

Salários médios baixos. Quem trabalha por conta de outrem na Beira Interior onde ganha mais é em Vila Velha de Ródão, Guarda, Castelo Branco e Covilhã (entre 1.030 e 733 euros). No Fundão, o salário médio está abaixo dos 700 euros. Fomos ao encontro dos que tentam vencer o desemprego pelos próprios meios, abrindo negócios. Também aqui nem tudo é um mar de rosas. O roteiro do rendimento possível e do desemprego neste interior que não é igual entre si.

PARA além dos números, encontramos as pessoas. Para além da frieza matemática, apuram-se os gestos do quotidiano, as buscas mais ou menos consequentes de emprego, do pagar das contas, de vidas que não se concebem sem uma ocupação. As intempéries da alma são mais do que as desejadas para quem se vê olhos nos olhos com o desemprego.

Há mais vida para além dos números, mas são esses números que traduzem a vida. A Beira Interior, microcosmos neste vasto turbilhão de impactos negativos económicos e financeiros, vai convivendo com as suas realidades, as suas realidades possíveis, tal como outros terão que o fazer. Mas há as pessoas. E a realidade é a que é... É a que se sente na rua. E as dificuldades conjunturais e estruturais são as que são e as que se sabem. E as que se sentem. E as que são traduzidas por palavras. Quem não partir, à semelhança de muitos que já o fizeram, é nesta região que descobrirá e testará os limites da sua progressão, os limites do seu sonho, e será aqui que terá que não soçobrar ao desencanto. É nesta mesma região que procurará o rumo. E é nesta mesma região que soltam muitas realidades. E mesmo dentro do contexto de interioridade, as oportunidades são distintas.

As periferias também se desenham por aqui, com a centralidade colocada nas maiores cidades e concelhos da região. A partir daí a malha torna-se mais ténue, em alguns casos quase no limiar do indistinto, nos recantos mais longínquos desta interioridade, que não é una como se verá.

Os concelhos iminentemente rurais são os menos afectados pelo desemprego, não por um qualquer extraordinário factor de dinamismo, mas sim porque a emigração e o índice de envelhecimento da população tratou de colocar os números forçosamente em baixo. Nos concelhos mais populosos, com nítida presença de serviços públicos, comércio e indústria, a realidade aponta para outros números. O relatório concelhio de Fevereiro do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) aponta no concelho da Covilhã 3.690 desempregados inscritos no centro de emprego. Castelo Branco tem 3.010, Guarda 2.044 e Fundão 1.607 desempregados. Fora deste eixo urbano, apenas Seia - concelho no coração da Serra da Estrela ligado à indústria têxtil - ultrapassa largamente o milhar de desempregados (1.701). Onde o despovoamento grassa com maior impetuosidade, raros são os concelhos que registam números acima dos 400 desempregados registados, um patamar atingido em Belmonte (precisamente 400) - também pólo de indústria têxtil -, Gouveia (841) - em idêntico contexto económico - Idanha-a-Nova (424), Pinhel (406) e Sertã (616). Concelhos como Vila Velha de Ródão, Vila de Rei e Oleiros não passam dos cem desempregados.

Outra linha condutora do retrato do desemprego no eixo Castelo Branco - Fundão - Covilhã - Guarda é a de que a maioria dos desempregados estão compreendidos na faixa etária dos 35 aos 54 anos e são mulheres na sua maioria. Nos concelhos de Castelo Branco, Covilhã e Fundão, o desemprego afecta principalmente cidadãos com um nível escolar correspondente ao Primeiro Ciclo, sendo que no da Guarda, o desemprego atinge essencialmente cidadãos com o 3.º ciclo. Castelo Branco tem 325 desempregados inscritos no centro de emprego com o ensino superior completo, a Covilhã 339, Fundão 123 e a Guarda 268.

Salários na região

Os salários revelam-se outro precioso indicador da dinâmica económica da região e o primeiro facto que a registar é que quem trabalha por contra de outrem apresenta ganhos médios relativamente baixos por toda a região. Mas também aqui, há fracturas na região. Nos principais pólos urbanos recebe-se mais do que nas zonas rurais da Beira Interior. O ganho médio mensal no concelho da Guarda é o mais alto a Norte da Beira Interior e o segundo maior de toda a região. Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatísticas, relativos a 2007, atribuem a este concelho 782,4 euros de ganho médio mensal a trabalhadores por conta de outrem a tempo completo com remuneração completa.

Em Castelo Branco, os ganhos médios mensais são de 782,3 euros e na Covilhã, o salário médio é de 733,4 euros. Segue-se Manteigas, com um salário médio de 719 euros, Seia, 712,5 euros e Trancoso de 707 euros. Estes são dos únicos concelhos da Beira Interior onde o salário médio está acima do patamar dos 700 euros. E aqui há ainda a registar e destacar o “fenómeno” de Vila Velha de Ródão com um salário médio de 1030,1 euros - o mais alto da Beira Interior - ao qual não será alheio o facto da forte presença da indústria de transformação de pasta de papel naquele concelho.

Em sentido descendente, em contexto de baixa do patamar dos 700 euros, surge o Fundão com média de 689,9 euros, ocupando apenas o oitavo lugar nos municípios da Beira Interior. Ainda na sub-região da Cova da Beira, em Belmonte registava-se um ganho médio mensal de 640,1 euros.

Em Idanha-a-Nova os valores são de 680,3 euros, em Penamacor 656,6 euros, Oleiros 595,2 euros, Proença-a-Nova 658,7 euros, Vila de Rei 635,8 euros, Fornos de Algodres 623,1 euros, Gouveia 645,1 euros, Almeida, 663,5 euros, Celorico da Beira 642,1 euros, Figueira de Castelo Rodrigo, 649,3 euros, Meda, 688,7 euros, Pinhel, 647,8 euros, Sabugal 653,4 euros.


O desemprego ataca-se de bata branca e com um cutelo na mão

E AO FIM do terceiro contrato, Bruno Costa viu-se no desemprego. Era, subitamente, um tempo muito próprio e estranho. Agora, era não dar tréguas ao tempo e tentar ver por onde seria a escapatória, qualquer que ela fosse. O hipermercado onde trabalhou no Fundão não lhe renovou o contrato, lançando-o num mundo que ninguém gosta de frequentar: um vazio sem ocupação e sem rendimentos.

O talho do hipermercado onde trabalhou ano e meio ficou para recordação. “Ainda passei pelo matadouro de Alcains para ganhar alguma experiência no desmancho, e estabeleci-me por conta própria”. Hoje, aos 27 anos, é o proprietário do seu próprio talho, o Talho Costa”. É a atrás deste balcão que venceu o desemprego. Com a ajuda dos pais que foram fiadores junto da banco e também auxiliado por um apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional avançou para a escapatória que via: ser dono do seu próprio negócio. “Fui logo inscrito no centro de emprego... e a única solução que depois consegui encontrar foi estabelecer-me por conta própria. Apresentei um projecto que acabou por ser aprovado para conseguir abrir um negócio”.

O talho que inaugurou em Outubro de 2009 foi a corda de resgate ao desemprego. Muitas dezenas de milhares de euros estão investidos nestas quatro paredes que lhe alberga a ambição de nunca mais voltar a ter o seu nome na base de dados do centro de emprego do Fundão. “Pedi um empréstimo e tenho muito que agradecer aos meus pais, que foram os meus fiadores...” Foram oito meses sem emprego onde procurou trabalhar para conta de outrem. Procurou, procurou, mas a resposta a essa procura está dada ao encontrarmos a gerir o seu talho: “na Beira Interior não há saídas e aquilo que procurei não tive grande sucesso”. Com responsabilidades acrescidas, com contas a pagar, é esperar pela adesão dos clientes ao novíssimo talho, que exibe orgulhosamente. “As coisas estão a andar, há dias melhores, outros piores. Esta é uma zona que ainda está em expansão... Vamos ver se no futuro as coisas melhoram”.

Desde que por aquela porta não entre o desemprego...


O retrato da crise feito ao peso das fatias de queijo e fiambre

MARIA da Conceição viu o desemprego entrar de súbito na sua vida em Dezembro de 2006. A empresa em que trabalhava, no Fundão, como escriturária encontrou o fim da linha e arrastou para as estatísticas do desemprego esta mulher de 45 anos.

“Não pude cruzar os braços, tive que seguir em frente. Não arranjei nada durante um ano e meio. Como não arranjei nada de definitivo, tive que abrir esta pequena loja para criar o meu próprio emprego”. Maria também contou com o apoio do IEFP para criar o seu posto de trabalho. O resto do investimento coube-lhe a ela, através de empréstimo bancário.

Esta loja é a Charcutaria Gourmet Quatro F´s, bem perto do talho de Bruno Costa. Este foi um salto em frente em fuga de uma situação social que não se compadecia com as dificuldades em arranjar um emprego minimamente estável aos 45 anos. “Era impensável eu ficar em casa, porque entro completamente em depressão... mas as coisas agora também não estão a funcionar muito bem, não sei como é que vai ser”. Porque os clientes não são tantos como a necessidade o exige. A filha mais velha terminou agora o curso e também procura emprego. Mantém-se em Castelo Branco, porque acha que no Fundão não há oportunidades, diz. A proprietária da charcutaria tem outras batalhas a ganhar, agora que trabalha por conta própria: tem rendimentos para pagar as despesas da loja e tirar o seu salário para compor o orçamento familiar. Mas é aqui que nota a quebra de poder de compra: “a partir de Dezembro, agravou-se. Nunca esteve bem, mas dava para as despesas. Agora não... É a crise, as pessoas não têm dinheiro. Enquanto que eu vendia dez papo-secos a uma família, agora levam dois ou três, duas fatias de fiambre, duas fatias de queijo, duas maçãs, duas pêras. Antes não, era um quilo. Agora é tudo contado para o dia, só para aquele momento. Se no dia seguinte, puderem passar, passam. Quando abri não era assim...” Maria diz já ter pensado em mudar, “mas mudar para onde? No Fundão não estou a ver solução”.

Foram 25 anos de trabalho em duas empresas distintas. Hoje administra o seu destino laboral. Mas não é fácil. É a crise pesada nos leves gramas de uma qualquer fatia.

in "jornal do Fundão"

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"Caminhada pela história de Belmonte"

A Câmara Municipal de Belmonte organiza, no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (18 de Abril), a IV Caminhada pela História. Uma iniciativa com a qual pretende sensibilizar todos os participantes para o património histórico do Concelho.

Num percurso a pé de cerca de 15 quilómetros, os participantes irão percorrer vários monumentos e sítios históricos de diferentes épocas cronológicas - Castelo de Belmonte, Villa da Quinta da Fórnea, entre outros.

A Caminhada terá início no Castelo, às 9.30 horas, e inclui almoço. As inscrições, gratuitas, podem ser efectuadas até ao dia 15.

in "Nova Guarda"

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Santa Casa da Misericórdia de Belmonte com dificuldades financeiras

Por um lado, a falta de pagamento do subsídio de natal de 2009, o atraso no pagamento dos salários, a incerteza do dia de receber o respectivo salário e mais grave, a Rádio Caria sabe que já por várias vezes se têm registado casos de devolução do cheque do ordenado devido à falta de provisão.

Estas e outras situações que levaram recentemente o Partido Comunista Português(PCP) junto da Assembleia da Republica a apresentar uma moção, onde tornavam pública esta situação considerada de “muito grave”, nesta Instituição Particular de Solidariedade Social(IPSS) do concelho de Belmonte.

O Provedor da Instituição vai mais longe e acusa o PCP e os Sindicatos de que "não facilitam a vida e a gestão" desta IPSS, e que leva João Gaspar a sublinhar que existem várias entidades que devem dinheiro à Santa Casa belmontense, incluindo a autarquia local.

Mesmo assim, João Gaspar recusa que existam salários em atraso, " não podemos dizer que existam salários em atraso, os pagamentos têm-se feito é mais tarde", afirmou o Provedor.

Na opinião do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Belmonte não existem salários em atraso, apesar do salário do mês de Fevereiro ter sido pago a 30 de Março no caso de alguns funcionários, outra situação passa por existirem casos de cheques devolvidos por falta de provisão e o subsídio de natal de 2009 continuar por pagar.

Na opinião de João Gaspar a culpa de alguma destabilização no seio da Instituição passa por alguma pressão dos sindicatos e pelo atraso no pagamento de verbas relativas com o Centro de Apoio dos Tempos Livres para as crianças e também no caso dos serviços prestados no apoio à Terceira Idade no valor global da dívida à instituição a rondar os 150 mil euros, e se a isto se juntar à falta de pagamento do subsídio da autarquia de Belmonte, que segundo o provedor ronda os 25 mil euros e que João Gaspar afirma ter sido suspenso, mas as dívidas à SCMB aumentam uma vez que o Provedor junta às contas a dívida por parte da Segurança Social com um valor a rondar os 65 mil euros, estes são números tornados públicos pelo Provedor da IPSS de Belmonte.

Mesmo perante esta situação, os irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Belmonte aprovaram no passado dia 31 de Março o relatório e contas respeitantes ao ano 2009, com um passivo que ronda os 3 milhões de euros.
in "Rádio Caria"

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Nova empresa no parque empresarial de Belmonte

Pecher Design é especializada em móveis e criação de ambientes e trabalha para conceituadas marcas

SE TUDO correr como o previsto, no próximo Verão o Parque Empresarial de Belmonte vê abrir as portas de mais uma unidade industrial. A Markus Pecher Design deverá criar meia dúzia de postos de trabalho na primeira fase, podendo depois aumentar substancialmente se os negócios se desenvolverem.

“Nesta fase, com a economia mundial algo adormecida, há que ter cautelas. Em princípio daremos início à produção em Belmonte com cinco ou seis pessoas, mas é nosso objectivo aumentar o quadro à medida que as encomendas forem crescendo”, explica o proprietário Markus Pecher, que lançou a sua actividade em Portugal no ano de 1995, estando sediado em Sintra.

“Fabricamos móveis e criamos ambiente personalizados, não só para espaços comerciais em geral, como também para os tão específicos como perfumarias, ourivesarias, farmácias e lojas de artigos de óptica”, explica este alemão, que, por ligações familiares, se apaixonou por Belmonte.

A proximidade com a fronteira foi também um factor decisivo para abrir a sucursal em Belmonte. “Grande parte do nosso produto é utilizado no estrangeiro e por isso Belmonte é um sítio ideal, com boas acessibilidades e muito calmo, sem confusão. O nosso trabalho é muito manual e precisa de tranquilidade”, revela Markus Pecher.

A empresa tem como clientes algumas marcas internacionais que dispensam apresentações, como a Ives Saint Laurent, Chanel, Elizabeth Arden, Burberry, Estée Lauder e El Corte Ingles. Trabalha para elas na decoração de lojas em Portugal e também no estrangeiro (Chipre, Finlândia, Marrocos, Espanha, Líbia e Tunísia). Obviamente, os trabalhos executados são de altíssimo nível e muito personalizados, com uma componente manual muito vincada. Quem trabalha na Markus Pecher Design terá de ser altamente qualificado e polivalente em várias áreas.

“Nós queremos contratar os nossos trabalhadores na região de Belmonte. Tentaremos atrair jovens que queiram aprender e tenham interesse numa actividade muito técnica e exigente. Desenhar e criar é a nossa função, seja em que material for. Os nossos trabalhadores terão formação regular e até estamos a pensar montar futuramente, também no parque de Belmnonte, uma oficina com um cariz voltado para o ensino. Vamos ver se as coisas correm como pretendemos”, conclui Markus Pecher.
in "Jornal do Fundão"

domingo, 28 de março de 2010

Casa da Torre inaugurada

A Casa da Torre, em Caria (Belmonte), um edifício de origem medieval que no século XIV foi adaptado para residência dos Bispos da Guarda, foi inaugurada no último sábado.

Remodelada pela Câmara, a Casa da Torre conta com um auditório, salas para exposições e formação e outras estruturas de apoio, representando um investimento de cerca de meio milhão de euros. O espaço irá acolher «um Centro de Estudos Arqueológicos e um Centro de Cultura, entre outras iniciativas de âmbito académico que ali poderão vir a ser desenvolvidas», refere a Câmara em comunicado. Também o espaço Internet irá ser transferido para estas instalações. A inauguração contou com a presença do Director Regional de Cultura do Centro, António Pedro Pita.

in "O Interior"

sexta-feira, 26 de março de 2010

Julgado de Paz cumpre prazos

O Julgado de Paz de Belmonte, que está a ser construído junto ao Jardim Público da vila, está a cumprir o prazo de construção, apesar da interrupção das obras para reforço da energia eléctrica.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Belmonte, o edificio "deverá estar concluído no segundo semestre deste ano". Se por um lado, Amândio Melo arrisca uma data para a conclusão das obras, já não arrisca uma data para o mesmo começar a funcionar. O autarca remete qualquer decisão para o início da actividade do Julgado de Paz de Belmonte, para o Ministério da Justiça.

in "Rádio Caria"

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ecoldisel não paga a fornecedores

Um conjunto de recolhedores de óleo usado, que fornecem a empresa Ecoldiesel, em Belmonte, que se dedica à transformação de óleo usado em biodiesel, vai montar nas férias da Páscoa uma vigília em frente à Santa Casa da Misericórdia de Belmonte. Motivo: alegam que a empresa belmontense não lhes paga o óleo usado que recolhem.

“É muito mau estarem com estas atitudes. Tornámo-nos recolhedores em Outubro de 2009, e só agora nos apercebemos do método de trabalho deles. Vêm buscar e não pagam” acusa Diana Fonseca, 44 anos, professora, que na Marinha Grande se dedicou a este negócio com o marido numa espécie de “part-time”, mas também para conseguir mais algum dinheiro para a família. Tudo foi correndo mais ou menos bem até Dezembro, mas no início de 2010, as coisas começaram a piorar. “Desde Janeiro que não pagam. Em Dezembro fizeram-no mas porque fui a Belmonte, à Ecoldiesel. Desde aí, nada. O senhor Provedor nem atende o telemóvel” denuncia, lamentando sobretudo “a atitude”. Até porque fez um investimento inicial nesta oportunidade de negócio do qual gostava de ver algum retorno. “Temos custos com a carrinha, com o gasóleo, com as guias, com o vasilhame” afirma Diana, que, pelas contas dela, diz que a Ecoldiesel lhe deve cerca de “mil e 600 euros”. Assegura que a empresa “já nem vem buscar óleo” e lembra que, nesta sua actividade em nome individual, terá que declarar o IVA de um dinheiro “que ainda nem recebi”. Diana conta que tinha acordado com a empresa belmontense receber 35 cêntimos por cada litro de óleo limpo de impurezas, 28 cêntimos por óleo com resíduos.

Até agora, o caminho que tem seguido para ver a cor do dinheiro tem sido ligar ao Provedor da Santa Casa, e presidente da empresa, João Gaspar, que no princípio lhe terá negado que a empresa tivesse algum problema financeiro. “Se calhar, neste País, tornou-se uma coisa vulgar não pagar” critica, dizendo que não recorreu a nenhum advogado ou tribunal porque “ainda ia era gastar mais”. Mas quis denunciar a situação para que “mais ninguém seja enganado”. Por isso, está em preparação uma vigília à porta da Santa Casa, numa altura em que não terá aulas, na Páscoa. “É uma acção que estamos a concertar, eu e mais quatro recolhedores daqui da zona de Leiria. E vamos também contactar pessoas de Lisboa e Guarda que sabemos estarem na mesma situação” assegura. De todo o modo, Diana diz que “ainda não perdi a esperança de resolver a situação”, mas mostra-se “disposta a tudo” para “desmascarar esta situação”.

in "Noticias da Covilhã"

sexta-feira, 19 de março de 2010

Furtos de cobre na região

A GNR registou, no período de 8 a 14 de Março, no distrito de Castelo Branco, a ocorrência de 30 furtos, dos quais se destacam em Belmonte, um furto de 900 metros de fio de cobre, numa quinta agrícola, no valor de 2.250 euros; em Cernache, um furto de 1250 metros de fio de cobre, no valor de 1.398 euros; em Alcains, um furto em estaleiro de empresa, através de arrombamento, de três bobines com 770 metros de fibra óptica e seis bobines com 1060 metros de fio de cobre, no valor de 6.973 euros; no Rosmaninhal, um crime por furto de fio de cobre, no valor de 2.785 euros; e no Fundão, um furto no interior de edifício/armazém, por meio de arrombamento, de 3000 quilos de cabos de chumbo e cobre no valor de 4.500 euros.

Destaca-se ainda o furto em residências, nomeadamente no Fundão, no interior de residência, através de arrombamento de janela, de vários artigos em ouro, no valor total de 2.300 euros, mas também numa outra, onde entraram também através de arrombamento da porta, no valor de 4.600 euros; e na Covilhã, um furto em residência, através de arrombamento de porta, de onde levaram peças em loiça e objectos decorativos, no valor de 4.950 euros.

Os edifícios industriais e associativismo também não escapam à visita dos amigos do alheio. Esta semana registou-se em Castelo Branco, um furto no interior do edifício do Aeroclube de Castelo Branco, através de arrombamento da porta, no valor de 2.731 euros; no Fundão, um furto no interior de edifício Industrial, por meio de arrombamento de porta, tendo sido furtado presuntos e enchidos, no valor de 392 euros, e um furto no interior de edifício da Associação de caçadores da Capinha, por meio de arrombamento de porta, de diversos artigos (móveis, um televisor um gerador e vários utensílios de cozinha), no valor de 1.531 euros; no Tortosendo, um furto no interior de edifício comercial por meio de arrombamento de porta, de diversos artigos (tabaco, bebidas e dinheiro), no valor de 1.565 euros; e em Caria, um furto no interior de edifício comercial por meio de arrombamento de porta, de artigos de mercearia e talho, no valor de 983,11 euros.

Em Penamacor, registou-se um furto no interior de barracão agrícola, através de arrombamento de porta, diversos artigos agrícolas, no valor de 3.702 euros; na Zebreira, um furto em exploração agrícola, de um animal de raça bovina no valor de 350 euros; em Malpica do Tejo, dois furtos, um em exploração agrícola, de três animais de raça ovina no valor de 240 euros, e um numa outra exploração agrícola, de várias aves de capoeira (patos e galinhas) no valor de 200 euros; no Fundão, um furto em quinta agrícola, de duas alfaias, no valor de 1.900 euros; e em Caria, um furto de um animal de raça bovina, no valor de 150 euros

Na Covilhã a GNR recebeu queixa de três furtos em veículos automóveis, todos através de arrombamento da porta, levando de um deles um computador portátil e duas mochilas, no valor de 950 euros, de outro levaram roupa, dois telemóveis e dois ipod, no valor de 1.618 euros e do terceiro, ouro e um mp3, no valor de 1.2700 euros.

No mesmo período foram registados no distrito, 48 crimes, 21 dos quais contra as pessoas, sendo oito por ofensas à integridade física, quatro por ameaças, dois por injúria/difamação, cinco por violência doméstica e dois por burla. Registaram-se ainda seis crimes de dano em propriedades e viaturas; um incêndio agrícola, um em palheiro e um em viatura pesada de mercadorias e 18 pequenos crimes não especificados.


in "Reconquista"

quinta-feira, 18 de março de 2010

"Encerramento da Carveste seria um drama social"

Uma delegação sindical deslocou-se ontem á Câmara Municipal de Belmonte para solicitar apoio e intervenção junto do poder político com vista á recuperação da empresa de confecções Carveste. O Sindicato dos Têxteis da Beira Baixa pede "uma intervenção mais activa" no sentido de pressionar o governo, e neste caso particular o Ministério da Economia, para que se encontre rapidamente uma solução para recuperar a empresa. Luís Garra salienta que a empresa carveste "é uma importante unidade industrial que faz falta á economia regional".

A empresa que atravessa um momento difícil, "com margens de lucro apertadas" e que precisa de uma colecção e carteira de encomendas própria para sobreviver. Luís Garra afirma que perante o cenário de crise, “se até ao próximo dia 08 de Abril não houver uma decisão sobre esta empresa, no dia 09 de Abril regressam a Belmonte para solicitar apoio á Câmara Municipal para uma deslocação a Lisboa”.

Os trabalhadores da empresa Carveste que não chegaram a reunir em plenário frente á Câmara Municipal de Belmonte, tal como estava previsto. Segundo Luís Garra houve "alguns desenvolvimentos" no seio da empresa que levaram á suspensão do plenário. O sindicalista que demonstrou o seu desagrado pelo facto da delegação sindical não ter sido recebida pelo presidente da Câmara Municipal de Belmonte. Na opinião de Luís Garra, o presidente da autarquia "deveria estar mais preocupado com estas 200 famílias".

A delegação foi recebida pelo vereador a tempo inteiro, Mário Tomás desvalorizou a situação, referindo que "as conclusões do encontro serão transmitidas ao presidente". Quanto á reunião, Mário Tomás diz que a Câmara Municipal de Belmonte está atenta e "tudo fará para evitar um drama social que afectará muitas famílias", no concelho e na região. A autarquia irá "alertar e sensibilizar" o governo para a urgência de viabilizar o plano de recuperação da empresa proposto ao Ministério da Economia.

O sindicato defende que o Ministério da Economia tem que "decidir o que quer da Carveste e não pode haver um compasso de espera tão grande desde a apresentação do projecto de recuperação até à aprovação". Recordo-lhe que no final do ano passado, a empresa foi visitada por responsáveis daquele ministério.

Para além da empresa do concelho de Belmonte, outras duas empresas da região aguardam também pelo apoio do governo, nomeadamente, a empresa Confama (Famalicão) e Proudmoments (Fundão). Ontem o Sindicato reuniu com o presidente da autarquia fundanense que se mostrou "disponível e sensibilizado" para enfrentar o problema.

O presidente do Sindicato dos Têxteis da Beira Baixa deixou ainda uma declaração sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) apresentado pelo governo. Luís Garra diz que o documento “assenta numa ideia criminosa, partindo do princípio que os trabalhadores o que querem é desemprego”, referindo ainda que “sem aparelho produtivo o país vai para a ruína”.

Declarações deixadas no dia em que uma delegação sindical se deslocou á Câmara Municipal de Belmonte para solicitar apoio e uma intervenção mais activa no sentido de pressionar o Ministério da Economia, para que se encontre rapidamente uma solução para recuperar a empresa Carveste. Se até ao próximo dia 08 de Abril não houver uma decisão sobre esta empresa, no dia 09 de Abril o sindicato regressa a Belmonte para solicitar apoio á Câmara Municipal para uma deslocação a Lisboa.

in "Rádio Caria"