terça-feira, 9 de novembro de 2010

4 médicos para a Cova da Beira

As quatro vagas do concurso aberto pela Administração Regional de Saúde do centro para o recrutamento de médicos de medicina geral e familiar para o Agrupamento de Centros de Saúde da Cova da Beira, foram preenchidas recentemente. Segundo João Taborda, "os quatro médicos deverão chegar à região antes do final do ano".

Segundo as declarações à comunicação social regional, o director clínico do A.C.E.S. da Cova da Beira, se tudo correr como previsto, dois dos novos médicos ficarão no centro de saúde da Covilhã, um no Fundão e outro em Belmonte "é importante a recepção que será feita aos novos colegas, vamos motivá-los para ficarem na região e tentar minimizar as reformas antecipadas que estão a acontecer", sublinhou João Taborda.

A chegada destes quatro profissionais de saúde deverá colmatar o problema da aposentação de quatro médicos e da possibilidade de outros seguirem o mesmo caminho. Uma situação que tem causado alguns constrangimentos "eram médicos que já estavam há muitos anos e tinham listas de 1.500 e 1.700 doentes, para essas pessoas têm tentado dar uma resposta com a consulta complementar no centro de saúde da Covilhã e a consulta aberta no Fundão e Belmonte".´

Mesmo com esta oferta, segundo João Taborda, "é preciso que a população saiba utilizar os serviços de forma adequada", fazendo de novo um apelo a toda a população para a utilização adequada dos serviços, "não podem ir todas as semanas pedir uma receita, isso custa dinheiro e principalmente tempo aos profissionais de saúde", acrescentou.

Até final do ano aguarda-se a chegada de quatro médicos de medicina geral e familiar ao agrupamento de centros de saúde da Cova da Beira.

in "Rádio Caria"

Belmonte pondera abandonar AZC

O Municipio de Belmonte poderá vir a abandonar a empresa Águas do Zêzere e Côa (AZC). A garantia foi deixada pelo presidente da autarquia, Amândio Melo classifica de "incomportável", a intenção da subida das tarifas da água em 10% e saneamento em 15%.

Amândio Melo que faz parte do concelho de administração da empresa e sublinha que, "se bem se lembram votei sempre contra e fui sempre uma voz contestativa em relação a este assunto", sublinha

Belmonte, que a par de Manteigas e Fundão, munícipios que assumiram publicamente, a possibilidade de saída da empresa multimunicipal, Águas do Zêzere e Côa.

Por detrás deste desagrado está o anúncio do aumento das tarifas do abastecimento de água e tratamento do saneamento, depois de um despacho assinado favoravelmente pela Ministra do Ambiente e Ordenamento do Território em Julho.
in "Rádio Caria"

domingo, 7 de novembro de 2010

Obras adjacentes aos Paços do Concelho de Belmonte arrancam finalmente

Há quase dois anos que a população de Belmonte se ia perguntando o porquê de toda a zona envolvente ao edifício da Câmara Municipal de Belmonte se encontrar vedada por um taipal em que estava anunciada a requalificação daquela zona. O tempo passava e obra, nada. Sucessivamente, em algumas assembleias municipais ou sessões de Câmara se ia perguntando como estava o processo. Que finalmente vê a luz do dia. É que arrancaram na passada semana as obras, e o já famoso taipal irá, em breve, desaparecer.

Segundo o presidente da Câmara, Amândio Melo, os atrasos para esta obra prenderam-se com um pedido de esclarecimento do Tribunal de Contas em relação ao projecto e a obra acabou por ser suspensa. “O projecto foi refeito, está de novo a concurso” explicava há alguns meses atrás Amândio Melo, que revelava que a Câmara optou por não retirar os taipais porque a mesma empresa à qual a obra tinha sido adjudicada voltara a concorrer e poderia até vir a ficar com a obra.

O primeiro contrato relativo à empreitada de arranjo urbanístico da Zona Oeste dos Paços do Concelho, as Varandas do Zêzere, foi aprovado na reunião ordinária da Câmara Municipal de Belmonte, realizada em 16 de Junho de 2008. O objectivo da obra é a requalificação de toda aquela zona, permitindo ao mesmo tempo a criação de zonas verdes e de lazer que funcionarão como apoio às estruturas museológicas ali existentes, como é caso do Museu do Azeite, Ecomuseu do Zêzere e Museu dos Descobrimentos.

Depois do “chumbo” do Tribunal de Contas, a Câmara abriu novo concurso, publicado em Diário da República a 22 de Dezembro de 2009. Uma obra avaliada em cerca de 500 mil euros que promete dotar Belmonte de mais um espaço de lazer e contemplação, daí a designação de “Varandas do Zêzere”. A obra deverá estar pronta dentro de aproximadamente seis meses.
in "Notícias da Covilhã"

sábado, 6 de novembro de 2010

Comboio é nova atracção turística

Veículo é “alugado” por grupos de turistas ou empresas para visitar museus e património do concelho e não circula diariamente.

Comboio tem uma lotação de 60 lugares e levas os turistas aos museus.
O comboio turístico de Belmonte, que se estreou nas ruas da vila no final do mês de Setembro, não é um equipamento adquirido para gerar lucro, afirma o administrador-executivo da empresa municipal de Belmonte, entidade que gere este novo recurso. Em declarações a O INTERIOR, Vítor Teixeira admitiu que o investimento de 150 mil euros da autarquia na compra do veículo representa apenas uma tentativa de «enriquecer os recursos turísticos já existentes» da vila.

O comboio já cruzou várias ruas, mas ainda tem “destinos” por traçar. A periodicidade de circulação não está definida e talvez nunca venha a estar, porque não se pretende que circule diariamente, mas sim em função do número de reservas que os grupos de turistas fazem junto da empresa municipal. Com uma lotação de 60 lugares, o comboio promete levar turistas aos lugares mais emblemáticos da vila e do concelho: os cinco museus, a antiga judiaria, o castelo e a Torre de Centum Cellas, na freguesia do Colmeal da Torre. No entanto, não há rotas nem percursos definidos, por isso, «os grupos que o “alugam” podem solicitar a passagem por locais específicos», explica Vítor Teixeira. Os roteiros que o comboio pode ou não trilhar suscitam dúvidas desde o início. Antes de chegar a Belmonte, muitos populares questionaram se seria possível o comboio passar nalgumas ruas e se a sua circulação iria dificultar o trânsito local.

O administrador-executivo da Empresa Municipal de Promoção e Desenvolvimento Social de Belmonte esclarece agora que as ruas mais estreitas não são um obstáculo. «O comboio desce sem problemas a rua [de grande inclinação] do castelo e consegue passar nas ruas estreitas da antiga judiaria», afirma. Contudo, Jorge Amaro, vereador da oposição – eleito pelo PSD, mas actualmente em funções como independente –, alerta precisamente para a «perigosidade» de alguns trajectos, nomeadamente em vias inclinadas onde «as carruagens de trás podem empurrar as da frente». No meio das dúvidas, impõe-se uma certeza: o comboio não pode circular em estradas nacionais. Quanto à definição das suas rotas, talvez o futuro traga maiores certezas. Vítor Teixeira revela que existe a intenção de criar percursos temáticos, como a “rota da gastronomia”, levando os turistas até aos restaurantes típicos, ou a “rota ecológica”, que servirá para mostrar as zonas agrícolas do concelho.

O momento certo

Jorge Amaro votou a favor da aquisição deste equipamento, apesar de questionar se terá sido o momento mais oportuno para investir nesta área. «Votei a favor porque tudo o que seja uma mais-valia em termos turísticos é bom, a única coisa que disse na altura foi que o sentido de oportunidade não é dos melhores», recorda, considerando que há áreas prioritárias que não estão a merecer a «atenção devida» por parte da Câmara. É o caso da vertente social. «Há Instituições Particulares de Solidariedade Social que necessitam de ajuda, porque há um crescendo de famílias do concelho que têm de recorrer ao Banco Alimentar contra a Fome», exemplifica. Quanto às receitas e ao número de viagens já realizadas pelo comboio, Jorge Amaro refere que não dispõe de informação.

Já Vítor Teixeira não adianta dados sobre receitas, esclarecendo que «ainda é cedo para se fazerem estatísticas» uma vez que o comboio circula há pouco tempo e não é um equipamento “solitário”. «Não surge isolado, porque pretende ser um complemento à oferta turística já existente no concelho», sublinha. De acordo com o administrador-executivo da empresa municipal, para alugar o comboio exige-se um mínimo de 20 pessoas e, para os próximos meses, já há 16 viagens programadas. Além disso, semanalmente, há uma viagem aos sábados para trazer até à vila e levar os turistas alojados nos hotéis e na pousada. Por viagem, cada passageiro paga um euro. O comboio começou a circular por Belmonte a 21 de Setembro, quando levou quem quisesse assistir ao programa “Festa das Vindimas”, da RTP, na Quinta dos Termos.

in "O Interior"

domingo, 31 de outubro de 2010

Campeão nacional de Crosscar é Belmontense

O piloto do concelho de Belmonte, Mauro Reis, sagrou-se campeão nacional de Crosscar.

Na última prova do calendário nacional, disputada na pista de Murça, para conseguir o objectivo traçado no início da época, Mauro Reis tinha que gerir a vantagem de 20 pontos sobre o piloto de Coimbra, Luís Caseiro, e foi o que aconteceu.

Mas a prova não começou bem para o piloto de Belmonte que partiu o motor e falhou os treinos cronometrados. A equipa conseguiu no entanto recuperar o motor e Mauro Reis brilhou na primeira manga, onde obteve o segundo lugar e a primeira posição na segunda manga. Com estes resultados, o piloto de Belmonte abdicou da terceira manga tendo em conta que bastava-lhe alinhar na prova final para conseguir o título nacional. Na final, Mauro reis terminou no quinto lugar.

O piloto de Belmonte era um homem feliz, “pela primeira vez o título chega ao concelho de Belmonte”, numa “época difícil” acrescentou Mauro Reis que dedicou o título ao seu pai e á sua equipa. Ficam os parabéns ao piloto Mauro Reis, o novo campeão nacional de Crosscar.

in "Rádio Caria"

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

AMCB contra portagens na A23

A Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB), da qual fazem parte os concelhos de Penamacor, Fundão e Belmonte, aprovou uma moção contra a introdução de portagens na auto-estradas A23 e A25. De acordo com o documento aprovado pelos 13 municípios dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, as duas auto-estradas que os atravessam “não têm verdadeiras alternativas de circulação em vias nacionais, indo provocar enormes custos de conservação aos municípios que entretanto se vêem com a responsabilidade de manutenção dos troços locais das EN’s (estradas nacionais).

A associação cita ainda um estudo de 2006 da Estradas de Portugal, onde fica patente a impossibilidade de introdução das portagens devido aos baixos níveis de desenvolvimento das regiões.

“Por tudo isto reconhecemos que não existe qualquer tipo de justificação que ouse promover a introdução de portagens na A23 bem como na A25 que apresentam traçados muito sinuosos, com declives acentuados e que coloca estas auto‐estradas muito aquém da qualidade de outras designadas como tal”, refere a moção.

In "J. Reconquista"

Rastreio pulmonar em Belmonte

O Centro de Diagnóstico Pulmonar de Coimbra, está a realizar no Centro de Saúde de Belmonte, um rastreio pulmonar a toda a população, a decorrer esta segunda-feira e amanhã, terça-feira, 25 e 26 de Outubro, respectivamente.

O rastreio destina-se a todas as pessoas, a partir dos 15 anos de idade, e terá o seguinte horário, das 10h00 às 12h30 e das 13h30 ás 16h00.

"in Rádio Caria"

Festival do Cogumelo em Belmonte

À semelhança de anos anteriores, de Outubro a Dezembro decorre o Festival do Cogumelo promovido pela Pousada Convento de Belmonte. As ementas criadas e confeccionadas pelo Chefe Valdir Lubave contemplam vários pratos, desde um Capuccino de cogumelos com espuma de ervas aromáticas do jardim do convento, a um Polvo Grelhado em pau de loureiro com Braz de Chantarelus e Pleurotus, passsando por uma Vitela com Creme de morchela de Primavera com puré de trufas negras e crocante de ervas aromáticas; e para terminar uma compota de Ananás com Gelado de boletus, geleia de Porto e Aromas de Flores de Primavera e regado com um Licor de porcino ou aguardente de cogumelos do bosque e especiarias. «É pela manhã que se conseguem recolher os mais frescos ingredientes que, sem dúvida imprimem uma qualidade diferenciada a cada um dos pratos confeccionados», refere o Chef Valdir Lubave. Para os hóspedes da Pousada do Convento de Belmonte, o Chef Valdir irá ensinar os segredos do cogumelo, através de sessões de formação da apanha, preparação e confecção do cogumelo (máximo de 6 pessoas). Mais informações em www.conventodebelmonte.pt.
"in guarda.pt"

Aldeia de Trigais continua dividida

A dúvida é antiga e continua por clarificar. Trigais, a pequena localidade situada a 11 quilómetros de Belmonte, pertence, afinal, ao concelho de Belmonte ou ao do Sabugal? A resposta ainda não foi encontrada.

De acordo com Amândio Melo, presidente da autarquia belmontense, Trigais está integrada na freguesia de Inguias, concelho de Belmonte, distrito de Castelo Branco. Já António Robalo, presidente da Câmara do Sabugal, diz o contrário: «Trigais pertence à freguesia da Bendada, logo é concelho do Sabugal». A confusão não é recente e leva já décadas de história. Em 2006, a Assembleia Municipal de Belmonte chegou a ponderar a realização de um referendo local para a população decidir a que concelho preferia pertencer. Na altura, em cartas militares do Instituto Geográfico Português, Trigais surgia no concelho de Belmonte, motivo que levou a Câmara do Sabugal a apresentar uma reclamação, alegando que a aldeia estava «administrativamente integrada» na freguesia de Bendada.

No entanto, quatro anos depois, nada parece ter ficado definido. E cartas militares mais recentes trouxeram ainda mais dúvidas. Segundo Amândio Melo, há mapas que alteram os limites anteriores, dividindo agora a aldeia «ao meio», com uma parte a pertencer à Bendada e a outra à freguesia de Inguias. A Câmara de Belmonte tentou esclarecer as razões que levaram o IGP a alterar os limites nestas cartas militares, mas as respostas aos ofícios têm sido «vagas e não se chega a conclusão nenhuma», lamenta o autarca. Sem respostas concretas por parte do Instituto, o presidente da Câmara de Belmonte considera que é necessário agir «junto dos tribunais». Nesse contexto, a autarquia vai «pôr uma acção para que o IGP seja obrigado a repor os limites iniciais. Não queremos alterar nada, exigimos é a reposição do que estava antes», esclarece Amândio Melo.

Trigais está no “limite”. A aldeia é limite de freguesia, de concelho, de distrito e ainda de Nomenclatura de Unidade Territorial (a NUT, o padrão utilizado para fins estatísticos). «Quando as localidades são muito próximas, há pessoas cujas moradias estão em território mesmo junto dos limites das freguesias», refere, por sua vez, António Robalo, o que suscita sempre dúvidas. Apesar disso, o edil sabugalense afirma que «a questão é simples: Trigais é uma das localidades da freguesia de Bendada, portanto pertence ao Sabugal». O problema é que a nova divisão sugerida em cartografias recentes divide a aldeia «ao meio», com algumas moradias a pertencerem a duas freguesias: Inguias e Bendada. Na prática, esta situação pode mesmo acabar por trazer alguns problemas à população, por exemplo, nas «divisões de propriedades», alerta Amândio Melo.

in "O Interior"

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Centro Educativo de Belmonte com excesso de alunos

Deputada comunista denuncia falta de espaço

A falta de espaço em sítios como o refeitório ou o local onde funcionam as Actividades de Tempos Livres (ATL), no Centro Educativo de Belmonte, está a sentir-se. Quem o diz é a deputada da CDU, Dulce Pinheiro, que na última Assembleia Municipal pediu explicações sobre o assunto ao autarca local, Amândio Melo.

Segundo Dulce Pinheiro, no pré-escolar, este ano, estão inscritas 45 crianças (no ano passado eram 32) e por isso, tendo em conta a população escolar que frequenta o Centro Educativo, não há espaço para que as refeições sejam servidas ao mesmo tempo para todas as crianças, ou seja, tanto do pré-escolar como do primeiro ciclo. “Têm que comer por turnos, porque não cabem” acusa Dulce Pinheiro, que diz mesmo que nas salas onde se servem os lanches, a meio da manhã ou a meio da tarde, as crianças “estão enlatadas”. Por isso, “são precisas soluções para por cobro a esta situação” pede a deputada.

Outra das questões posta em causa foi o preço das refeições este ano. A autarquia aplicou novas tabelas tendo em conta os rendimentos declarados pelos pais no IRS, mas isso, diz Dulce Pinheiro, fez com que crianças mais pequenas cheguem a pagar mais “que os irmãos que estão no primeiro ciclo, o que não é correcto” afirma.

Na resposta, o presidente da Câmara de Belmonte perguntou a Dulce Pinheiro se achava bem que as pessoas pagassem “cinco euros e meio por mês para as refeições”, como acontecia no ano passado e que a aplicação das referidas tabelas foi feita por valores mínimos, tendo em conta escalões da Segurança Social. “Se não fosse assim, haveria famílias sem posses que estariam a pagar mais. Assim, paga mais quem pode pagar para quem não pode pagar menos” justifica. Sobre o funcionamento do refeitório, Amândio Melo diz que não é “nenhum crime” desencontrar os horários das refeições e que isso até é aplicado em escolas mais recentes, no País. “Foi uma oportunidade para ficar calada” acusa o autarca. Mas Dulce Pinheiro, contudo, disse ao autarca que teria que perceber que “custa às famílias passarem de cinco euros e meio para 37”, até porque, diz, as tabelas da Segurança Social “são injustas. Não passa pela cabeça de ninguém que se pague mais no ensino público que no privado” diz.

O NC sabe que a falta de espaço, os preços das refeições e a falta de auxiliares de acção educativa foram assuntos já abordados pelos pais das crianças do pré-escolar, que já deram conta destas preocupações à Associação de Pais do Centro Educativo, de modo a que fizesse chegar este assunto à autarquia e agrupamento. Os pais consideram que o actual refeitório, apesar de não ser mau, é pequeno para acolher tantas crianças, que as crianças o pré-escolar estão mesmo num local sem luz e que as duas auxiliares que ajudam a servir as refeições não chegam para 45 crianças. Também a falta de espaço no ATL é criticada e os preços, dizem, apesar do acréscimo não correspondem a um acréscimo de qualidade.

Ainda no que concerne à abertura do ano lectivo no concelho, Dulce Pinheiro elogiou o papel de Amândio Melo na manutenção de todas as escolas primárias que estavam abertas no ano transacto, mas “é preciso ter a noção de que se trata de uma situação provisória”.

in "Notícias da Covilhã"

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Belmonte com pouca oferta na restauração Kosher

A denúncia partiu do Presidente da Turismo Serra da Estrela(TSE) e serve de alerta para os empresários da restauração do concelho de Belmonte.

Jorge Patrão aproveitou a apresentação do I Festival de Memória Sefardita para sublinhar que "existe necessidade de criar mais oferta de alimentação Kosher no concelho de Belmonte". Para este responsável pelo turismo regional, "outros municípios, como a Guarda e Trancoso estão em condições de dar mais resposta a grupos maiores de turistas ortodoxos", acrescentou.

Em resposta, Amândio Melo, o autarca de Belmonte começou por discordar, no que diz respeito à qualidade da alimentação Kosher, mas acabou por partilhar que no que diz respeito à oferta em termos de quantidade, "outros municípios deverão estar noutro patamar", sublinhou.

O presidente da Câmara de Belmonte acrescentou que apesar da oferta ser em menor quantidade "a qualidade dos produtos Kosher, numa parceria com a Comunidade Judaica de Belmonte, importa referir que é boa", mas Amândio Melo não esquece que será necessário criar mais oferta, neste caso para grupos maiores, uma vez que o concelho belmontense tem assistido a um aumento do número de visitantes, em que o Museu Judaico de Belmonte é exemplo e até ao passado mês de Julho recebeu a visita de cerca de quarenta mil turistas.



Associação Rede Nacional de Judiarias

A Turismo Serra da Estrela recebeu no passado dia 8 de Outubro várias entidades de todo o país, com o objectivo de concertar esforços para a criação de uma rede nacional de judiarias.

Regiões Turísticas como Alentejo, Douro, Algarve, Oeste, para além da anfitriã Serra da Estrela e ainda os municípios de Belmonte, Tavira, Castelo de Vide, Guarda, Trancoso, Freixo-de-Espada-à-Cinta, Torres Vedras e Penamacor, assim como as comunidades judaicas de Lisboa Porto e Belmonte, que decidiram criar uma associação que visa incentivar a recuperação do património legado pela herança da história judaica portuguesa e promover cultural e turisticamente essa componente da identidade nacional.

Em comunicado, esta entidade dá conta de que "este será o núcleo embrionário da Rede de Judiarias de Portugal cujo acto formal de constituição está já agendado para a primeira semana de Janeiro de 2011. Também os municípios de Lamego e Lagos que não puderam comparecer à reunião se mostraram igualmente interessados na fundação desta rede, que virá a integrar todos os que se mostrem decididos a promover a
recuperação patrimonial bem como a promoção cultural e turística deste tema".

in "Rádio Caria"