sexta-feira, 11 de maio de 2012

Recomendação em defesa da linha férrea Covilha - Guarda

Estação de Belmonte. Foto A. Miranda
Dulce Pinheiro, deputada do PCP em Belmonte, foi a autora da recomendação feita à autarquia local. No documento aprovado por todos os deputados eleitos na assembleia municipal faz-se um pedido à câmara para que intervenha junto do Governo no sentido de que se reponha a circulação de comboios na linha da Beira Baixa até à Guarda.

Na primeira intenção deste documento pede-se que o autarca belmontense “intervenha junto do governo para que rapidamente sejam concluídas as obras e completamente ativada a linha da Beira Baixa, muito particularmente o troço entre a Covilhã e a Guarda”. Numa outra solicitação é também referida a necessidade desta intervenção contemplar “a reposição do transporte alternativo que acabou em 1 de março”, transporte esse que era assegurado pela CP e que funcionava no troço encerrado para obras.

A eleita do PCP lembra que a ligação ferroviária entre a Covilhã e a Guarda data de 1893 e desde esse longínquo tempo que tal estrutura se tem revelado “um importante elemento para o desenvolvimento da região e a mobilidade das populações”. Dulce Gabriel aponta que a linha foi encerrada para a sua eletrificação em Fevereiro de 2009, contudo, tal eletrificação ficou-se pela Covilhã, e desde 2011 os comboios ficam-se pela “cidade neve”. Devido às obras de intervenção, foi criado um serviço de transporte rodoviário alternativo para funcionar enquanto durassem as obras na linha. “Este serviço terminou a 1 de março deste ano. Paralelamente têm ainda sido notícia o encerramento definitivo deste troço que, a concretizar-se, seria mais um fator em prol do abandono a que têm sido votadas as populações do nosso concelho e da região e comprometeria radicalmente a importância estratégica internacional que a linha da Beira Baixa detém”, diz Dulce Gabriel.
Acresce ainda um contexto de pagamento de portagens na autoestrada, o que leva a um cenário da população a perder o transporte de comboio, “ aficar sem ligações de permanentes de autocarro, com as dificuldades crescentes no transporte de doentes, isto é, com cada vez maiores dificuldades na mobilidade em geral das populações”.

Perante este cenário “torna-se urgente defender o serviço ferroviário público, nomeadamente exigindo a recuperação total da linha da Beira Baixa, como linha estratégica que é para o desenvolvimento da região e do País e onde já foram investidos largos milhões de euros que agora se desperdiçariam caso a linha não reabrisse”. O documento que agora foi aprovado por unanimidade aponta para “o indispensável papel da autarquia que tem de assumir junto das entidades responsáveis para que o troço entre a Covilhã e a Guarda seja reativado e colocado ao serviço das populações”.

in "Urbi et Orbi"

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Belmonte pode acolher biblioteca brasileira"

Mário Vilalva
"Em visita à vila onde nasceu Pedro Álvares Cabral, o embaixador do Brasil gostou do Museu dos Descobrimentos de tal forma que apontou Belmonte como destino provável da biblioteca portuguesa centrada em estudos brasileiros.

A passagem pela região da Cova da Beira levou Mário Vilalva, embaixador do Brasil em Portugal, à vila de Belmonte. Na localidade serrana, onde nasceu Pedro Álvares Cabral, navegador que descobriu o caminho marítimo para o Brasil, este representante do estado brasileiro mostrou interesse em instalar em Belmonte uma biblioteca com fundos históricos ligados à relação secular entre Portugal e Brasil.
Para Mário Vilalva trata-se de um projeto que acaba por ser complementar a outros já existentes na vila, como é o caso do Museu dos Descobrimentos. Para além de todas as marcas presentes da família de Pedro Álvares Cabral e da relação com o Brasil. A relevância dos projetos desenvolvidos pelas entidades portuguesas na vila de Cabral pode agora ter o apoio de fundos brasileiros. Segundo o embaixador, são muitos os que visitam a região e também Belmonte. Deslocações que são feitas, “muitas vezes, com o intuito de conhecer mais sobre o descobrimento do Brasil”. Daí que, a estrutura a desenvolver naquela localidade deverá servir de “ponto central para um conjunto de estudos sobre o Brasil”.

Quer o autarca de Belmonte, quer o embaixador não adiantaram muito sobre a forma como será feita esta cooperação, mas a localização da nova estrutura deverá ficar próxima do Museu dos Descobrimentos. Atrair investigadores, curiosos e estudantes “e promover diversos estudos sobre o Brasil é o nosso objetivo com a criação desta biblioteca”, diz Mário Vilalva. O mesmo deixa em aberto a possibilidade desta se transformar a maior biblioteca brasileira localizada na Europa."

in "Urbi et Orbi"

domingo, 6 de maio de 2012

Relatório de gestão da autarquia belmontense 2010/11 aprovado


Assembleia municipal aprovou por maioria o relatório de gestão da autarquia referente ao ano passado, cuja totalidade do passivo ronda os 7 milhões de euros.

O único voto contra veio da eleita da CDU. Dulce Pinheiro mostra-se preocupada com a falta de investimentos na formação do quadro de pessoal que estão a originar a entrega de alguns serviços ao sector privado "se não investimos nos funcionários da autarquia estamos a abrir caminho para entregar serviços aos privados como ainda sucedeu recentemente na área dos serviços de limpeza; não é esse, no nosso entendimento, o caminho a seguir".

Já o líder da bancada do PSD mostra alguma preocupação quanto à sustentabilidade das finanças da autarquia num futuro próximo. Acácio Dias refere que "só no ano passado a câmara de Belmonte acumulou em prejuízos superiores a 1 milhão de euros e essa situação preocupa-nos uma vez que pode colocar em causa investimentos futuros".

Críticas que o presidente da câmara de Belmonte desvaloriza. Amândio Melo  entende que para conseguir um maior equilíbrio a autarquia teria de aumentar os impostos municipais "e esse é um caminho que, enquanto eu aqui estiver, nós não vamos seguir; queremos que os nossos cidadãos continuem a ter qualidade de vida e não vamos sobrecarregá-los com impostos directos ou indirectos".

in "RCB"

quarta-feira, 25 de abril de 2012

"Comunistas pedem maior atuação das autarquias"


"Os cerca de 200 trabalhadores da Cilvet, dos quais 34 desempenhavam funções em Belmonte, foram para férias com um clima de suspeita de que algo estaria mal na empresa. Com o dia de regresso ao trabalho veio também a confirmação de que a entidade ia fechar portas.

No entender da Comissão Política Concelhia de Belmonte do PCP, tal atitude, por parte dos responsáveis pela empresa “tem de ser escrutinada pelas respetivas autarquias”. Em nota enviada à comunicação social, os membros desta força política lembram que “após o regresso de uma semana de pausa, os trabalhadores depararam-se com as portas da empresa fechadas, sem que nenhum responsável tivesse a hombridade de justificar o que se passava”.

Acreditando ainda na viabilização desta entidade, os comunistas esperam agora “o necessário envolvimento de outros”. Para além do Sindicato Têxtil da Beira Baixa, esta situação “não pode passar ao lado dos órgãos autárquicos. Tendo em conta a importância da empresa, nomeadamente para o concelho de Belmonte, a autarquia não se pode demitir das suas responsabilidades”, acrescentam.
No mesmo documento, os signatários da nota dão conta da recusa de um autocarro municipal, por parte do autarca de Belmonte. Ao que tudo indica, alguns dos 34 trabalhadores da Cilvet em Belmonte solicitaram junto à autarquia o transporte até à sede da empresa, em Castelo Branco, com o objetivo de se inteirarem da real situação e do futuro da empresa. “A resposta que receberam foi um frio Não e uma atitude de total insensibilidade perante o drama que está a ser vivido por estes trabalhadores”, dizem os membros da comissão concelhia, que pedem agora maior atenção e responsabilidade aos autarcas no sentido de se conseguir a manutenção dos postos de trabalho."

in "Urbi et orbi"

sexta-feira, 13 de abril de 2012

"Linha da Beira Baixa tem troço de luxo que nunca viu um comboio"


Estado actual da Estação de Belmonte. Foto A. Miranda. 
Segundo o jornalista do Publico, Carlos Cipriano, “são dez quilómetros entre Caria e Belmonte, onde foram gastos 7,5 milhões. Não aproveitam a ninguém, a menos que reabra a linha Guarda-Covilhã, fechada para obras que a crise suspendeu. A circulação de comboios entre a Guarda e Covilhã foi interrompida em 2009, em nome de uma intervenção que visava dotar a linha de padrões de modernidade ao nível do que de melhor há na Europa. Há ano e meio, porém, a Refer suspendeu, já por força da crise, este investimento de 85 milhões de euros. Mas chegou requalificar dez quilómetros, entre Caria e Belmonte, onde se vêem carris novos assentes em travessas polivalentes (que permitiriam, no futuro, converter a linha para bitola europeia). Reforçou as pontes, requalificou os túneis e modernizou estações e apeadeiros, num troço de uma linha. Neste troço - onde chegaram a ser gastos 7,5 milhões de euros - podem ver-se agora equipamentos que foram instalados para a electrificação e sinalização electrónica da linha e até passagens de nível automáticas. Tudo isto está ao abandono sem que alguma vez ali tenha passado um único comboio. E a erva e o mato invadem uma infra-estrutura paradoxalmente moderna. Já nos restantes quilómetros ainda não modernizados a infra-estrutura data do século XIX e, por isso, há troços onde os comboios, se agora ali circulassem, não poderiam passar dos 60 km/hora e, nalguns casos, dos 20 km/hora. E - nova contradição - há um pequeno troço modernizado onde poderiam chegar aos 120 km/hora.


À espera do Governo


Para a Refer, este investimento justifica-se, porque "permite o fecho de malha e a redundância de rede, contribuindo não só para descongestionar a Linha do Norte - nomeadamente ao nível do transporte internacional de mercadorias -, mas também para tornar mais exequível a futura migração da bitola", de acordo com fonte oficial da empresa. A mesma fonte diz ainda que não é possível, neste momento, adiantar quando serão retomados os trabalhos, nem qual será o futuro desta linha, decisão que cabe ao Governo. Seja como for, o PÚBLICO apurou que o Plano de Investimentos da Refer para este ano (orçado em 70 milhões de euros) não contempla obras neste troço, que, assim, continuará a degradar-se. A CP, por seu lado, já não anda sequer por aqui desde 1 de Março, nem na linha nem na estrada. Quando a linha fechou para obras, em 2009, a transportadora pública assegurou transporte alternativo em autocarro entre a Guarda e Covilhã. Ultimamente, o serviço já era realizado por táxi devido à escassa procura. Agora divulgou um comunicado a dizer que "a baixa procura registada neste serviço comprova que a solução rodoviária com recurso a operadores locais é seguramente a solução de mobilidade mais adequada do ponto de vista da sustentabilidade económica e ambiental". Os horários em vigor, contudo, eram um claro desincentivo à utilização dos serviços da CP. Dos três comboios diários em cada sentido, o primeiro partia às 5h35 da Covilhã para a Guarda e o último às 16h18. E não havia boas ligações aos comboios da Beira Alta, circunscrevendo-se a oferta ferroviária ao troço entre as duas cidades, desligada do resto da rede. Hélder Bonifácio, da Associação de Amigos do Caminho-de-Ferro da Beira Baixa, diz que, ao contrário do anunciado pela CP, a oferta rodoviária local é fraca, excluindo-se naturalmente os muitos expressos que circulam entre a Guarda e Lisboa, com paragem na Covilhã, que são demasiado caros para um serviço regional. Por outro lado, a introdução de portagens na A23 e o aumento do preço dos combustíveis potenciam a procura do caminho-de-ferro. Para Hélder Bonifácio, todavia, o mais importante era que a CP olhasse para aquele troço verdadeiramente integrado na rede ferroviária nacional, pondo nele a circular comboios directos de Lisboa para a Guarda, via Beira Baixa. É que, apesar de haver via férrea, não é possível viajar de comboio desde a Cova da Beira para o Norte (a menos que se ande para trás até ao Entroncamento, aumentando e encarecendo o percurso)”.

Texto retirado de "Ultraperiferias"

quarta-feira, 4 de maio de 2011

1 voto contra o relatório de gestão da CMB

Assembleia municipal de Belmonte aprova por maioria relatório de gestão da câmara referente ao ano passado. Apenas a eleita da CDU votou contra os documentos.
Na última reunião do órgão, Dulce Pinheiro refere que "tal como defendemos, na aprovação do orçamento, estes docuimentos não não resposta às reais necessidades das populações do nosso concelho; o desemprego continua a diminuir, não há uma aposta clara em áreas estratégicas como a cultura e a educação e como tal não podemos subcrever este tipo de politicas".

A bancada do PSD absteve-se na votação por considerar que os indices da taxa de execução, superiores a 65 por cento são "bastante satisfatórios". No entanto Acácio Dias acabou por expressar algumas preocupações quanto ao futuro, nomeadamente "verificámos que há aqui uma pequena redução na despesa de capital o que não é um bom sinal; também nos surpreende que nada seja dito quanto às perspectivas de futuro e por outro lado podemos constatar que há um prejuízo neste exercicio superior a 1 milhão de euros".

Amândio Melo considera que as críticas da oposição são "injustas". O presidente da câmara de Belmonte prefere valorizar que "em ano de crise o concelho registou os melhores valores de execução da última década e isso é um sinal de que a nossa estratégia está correcta e por isso vamos continuar a seguir o mesmo caminho".

in "RCB"

terça-feira, 3 de maio de 2011

Salas museológicas do castelo de Belmonte ainda por abrir

Assinado em Janeiro deste ano, o protocolo tripartido entre a câmara de Belmonte, Direcção Geral de Cultura do Centro e a Turismo Serra da Estrela que previa a gestão do castelo de Belmonte ainda não saiu do papel.
"São 3 entidades envolvidas no protocolo, mas ainda não se deram os passos para a concretização das acções previstas no protocolo. Há coisas a acertar no que diz respeito ao funcionamento das salas, as entidades têm que se articular, algo que ainda não aconteceu. Espero que dentro de dois a 3 meses se acertem os pormenores", disse à RCB o presidente da câmara municipal de Belmonte.

Durante os próximos meses Amândio Melo espera também resolver outro problema no castelo de Belmonte: as infiltrações nas salas musealizadas. Inauguradas em Setembro de 2009, as 3 salas continuam encerradas

" Queremos criar condições para colocar as salas à disposição dos visitantes, mas por razões logísticas e de infiltrações tal não foi ainda possível", explica o autarca. Sobre as infiltrações, Amândio Melo adanta que "foram feitas intervenções que não resultaram a 100%, é preciso efectuar algumas correcções".
Além das obras, o castelo de Belmonte aguarda também que o protocolo tripartido que vai permitir integrar aquele monumento nacional na rede de museus da vila saia do papel.
in "RCB"

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Contra ordenação de 1000 Euros imposta ao Agrupamento de Escolas P.A. Cabral

Agrupamento de escolas Pedro Álvares Cabral, em Belmonte, foi multado pela autoridade de segurança alimentar e económica. A ASAE considera que não estão reunidas todas as condições para o fornecimento de refeições às crianças que frequentam os jardins de infância de Caria, Colmeal da Torre e Carvalhal Formoso.

Uma coima que já foi contestada pelo director do agrupamento. David Canelo refere que esta multa "não faz qualquer sentido uma vez que foi o próprio governo a instituir o conceito de escola a tempo inteiro; nesse sentido a câmara municipal fez as obras que entendia necessárias de acordo com as directivas emanadas pelo ministério da educação e como é óbvio eu já fiz a contestação a esta multa uma vez que esta questão é um serviço assegurado pela autarquia e não pelo agrupamento; os senhores da asae falharam o alvo".

O director do agrupamento escolar de Belmonte não poupa nas críticas à acção da ASAE, que considera ser abusiva "temos que denunciar publicamente estes casos pois há aqui situações que são um abuso e os senhores da asae deveriam ter uma atitude mais comedida".

in "RCB"