terça-feira, 25 de março de 2008

Triste mas real!

Foi no passado dia 18 de Março de 2008, através da Rádio Caria, que esta situação veio a público. Mas pelo que podemos depreender e passados 7 dias, o problema contínua sem solução, ao ponto de um dos Jornais diários da Beira Interior o incluir destacado na sua página inicial. Uma situação triste mas real, referente a um pai de duas crianças de três e cinco anos, que percorre a pé (diariamente) mais de seis quilómetros para levar os filhos ao infantário situado na vila de Caria.


Segue o conteúdo da notícia:

À falta de carro próprio, João Andrade, 34 anos, viu-se obrigado a transportar os filhos num carrinho de bebé, auxiliado apenas pela força dos braços para fazer os três quilómetros 200 metros que separam o jardim de infância “Girassol”, em Caria, da sua habitação em Malpique. Isto depois dos serviços locais da Segurança Social terem cancelado a atribuição de um subsídio de 200 euros mensais para o transporte das crianças num táxi. O pai viu o tribunal confirmar a guarda dos filhos depois de a mãe ter abandonado a família, à cerca de um ano.

“Atribuíram-me um subsídio de 200 euros em Novembro, mas no final de Dezembro foi cancelado”, disse ao Diário XXI, João Andrade, explicando que nos dois meses seguintes assegurou o pagamento do transporte do seu próprio bolso, chegando à conclusão que não poderia suportar o encargo. “Fiz contas à vida e conclui que não podia continuar a suportar o custo do táxi”, disse João Andrade, trabalhador da construção civil que diz receber o salário mínimo.

“O dinheiro é pouco para a água, luz, gás, renda de casa e para a nossa alimentação”, refere o homem que, à falta de alternativas, transporta as crianças num carrinho de bebé logo às 7h00 para estar no infantário meia-hora mais tarde e seguir depois, em transporte da empresa, para Penamacor, onde trabalha actualmente. “À tarde o meu encarregado vem depressa para eu apanhar o infantário aberto e levar as crianças de volta para casa”, de novo a pé, descreve.


PEDIDOS DE AJUDA SEM RESULTADO

João Andrade vive em Malpique com os dois filhos, numa casa alugada. Segundo refere, a assistente social que acompanha o seu caso ter-lhe-á sugerido a mudança de residência para Caria ou Belmonte, para ficar mais perto do infantário. “Disse-me para mudar de casa, mas eu quero continuar a viver no campo com os meus filhos”, afirmou João Andrade, que diz já ter pedido auxílio à Câmara de Belmonte e à Junta de Freguesia de Caria, mas ainda não obteve resposta. “Só quero que os meus filhos cheguem ao infantário sem frio e em segurança”, apela João Andrade. Até à hora de fecho da edição não foi possível contactar a assistente social que acompanha o caso e só regressa ao serviço no final desta semana. Contactado pelo Diário XXI, o director do Centro Distrital de Segurança Social, José Joaquim Antunes, disse desconhecer o caso em concreto, adiantando apenas que os subsídios atribuídos neste tipo de casos “são extraordinários e não duram sempre”.


CÂMARA DE BELMONTE

Autarca diz desconhecer o caso - O presidente da Câmara de Belmonte, Amândio Melo, afirmou ao Diário XXI que o caso “foi sinalizado” pela assistente social da autarquia. “Temos conhecimento do caso, mas não nos podemos sobrepor à Segurança Social que nos diz estar a acompanhar o caso”. Segundo aquele responsável, “a autarquia está disponível para ajudar, mas é necessário que o caso nos seja apresentado [pela Segurança Social], porque oficialmente não temos conhecimento”, referiu Amândio Melo.

in Diário XXI

11 comentários:

Anónimo disse...

Enfim é o país e o concelho que temos.Pois que está á frente das instituições está bem o resto que se lixe.Triste realidade esta.

Anónimo disse...

o normal jogo do empurra... mesmo triste em pleno século XXI.

Coitado do homem, não haverá nenhuma intituição capáz de solucionar o problema?

Anónimo disse...

Chamem o João Ho Ho Ho, chamem o João....

Anónimo disse...

É triste mas infelizmente é verdade. É o país que temos.
As carrinhas da câmara ou da junta de freguesia bem que podiam ir buscar as crianças.
Ás vezes os carros das autarquias estão a ser mal usados ou em proveito de alguns funcionários quando poderiam resolver uma situação.

em nome do pai disse...

Só conhecendo o caso "in loco" é que poderei dar uma opinião mais avalizada. No entanto se todos quisermos criar o nossos filhos no campo, como segundo parece foi a resposta do pai em questão, terão que as carrinhas andar de quinta em quinta na recolha de crianças, o que não me parece funcional nem muito viável.
Mas repito, só conhecendo bem o caso e se a necessidade é real.
Nem sempre as notícias correspondem completamente á realidade.

Anónimo disse...

Contrariando o que está na moda este é mais um triste caso em que duas crianças acabam por sofrer as consequências das atitudes dos adultos, pois como dizia eu o que está na moda é as crianças/adolcentes, com as suas atitudes prejudicarem os adultos, principalmente os professores.
A escola C+S de Belmonte é também o espelho desta triste realidade, e a prová-lo estão as imagens do jornal da SIC do passado dia 27 de Março.

MDD01 disse...

Para essas coisas não há interesse. Talvez tenha que haver uma Oprah Winfrey em Portugal para "apertar os calos" a quem de direito.

Anónimo disse...

Desta vez não foi o João e a Santa Casa a resolver o problema quem apareceu na pele de salvador foi o Rocha e os Bombeiros.
É fácil fazer solidariedade com o dinheiro e o trabalho dos outros.

Anónimo disse...

Não entendi sr. anónimo, explique melhor.

Anónimo disse...

É facil mandar fazer quando se tem o poder de mandar, principalmente quando nem se quer é necessario gastar dinheiro do deles pois o Zé Povinho, mais uma vez vai ter que inchar, para que tenha merito mas enfim, como dizem alguns, é o nosso mundo, o mundo da corje...

Anónimo disse...

o joao da santa casa? quem é esse? já agora conhecem a barata da sta casa? essa é que manda naquela merda toda...