segunda-feira, 14 de abril de 2008

Falta de apoios do Ministério da Cultura

A Câmara de Belmonte inaugurou no sábado uma exposição permanente com o título “Caminhos da Fé” integrada na rota dos Caminhos de Santiago que se estendem pela Europa. Trata-se de uma exposição multimédia, com recurso a infografias, sobre as rotas utilizadas pelos peregrinos nas deslocações a Santiago de Compostela. Elaborada pela empresa Arquehoje, pretende “retratar a história da Igreja de Santiago de Belmonte, monumento nacional que, até 1940, serviu de Igreja Matriz da Paróquia e estabelecer uma ligação aos Caminhos de Santiago”, disse Amândio Melo, presidente da Câmara de Belmonte, na inauguração da mostra que encerrou as segundas jornadas do património de Belmonte, organizadas pela autarquia.

“Na Idade Média, os peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela, vindos do sul do nosso País e do sul de Espanha, aproveitavam a antiga via romana que ligava Mérida a Braga e que passava por Belmonte”, explicou depois Paulo Monteiro, responsável pela montagem da exposição. “A Igreja de Santiago de Belmonte era nessa época um ponto habitual de apoio a essas peregrinações”, acrescentou aquele responsável.


CRÍTICAS À TUTELA

Segundo Amândio Melo, “este projecto irá certamente constituir-se como uma componente de grande importância na política turística cultural, tendo em conta que o turismo religioso assume uma enorme importância no contexto internacional”. À margem da inauguração, Amândio Melo aproveitou para criticar a falta de apoio do Ministério da Cultura aos investimentos feitos no concelho nos últimos anos. Segundo o autarca, nos quatro museus já em funcionamento, e ainda no museu à Descoberta do Novo Mundo, cuja conclusão está prevista para a Primavera do próximo ano, a Câmara já gastou mais de dois milhões de euros. “Dos parcos recursos que temos, investimos na montagem de uma estratégia diferenciadora e não recebemos nenhum apoio do Ministério da Cultura”, lamenta Amândio Melo.


Entrada custa um euro

Na Igreja de Santiago em Belmonte, onde estão depositados alguns dos restos mortais de Pedro Álvares Cabral, está patente a exposição permanente dos “Caminhos da Fé”. A entrada custa um euro.


Interreg recusou apoio

A instalação da exposição permanente custou ao município mais de 20 mil euros. O investimento foi assegurado pelos cofres da autarquia depois do programa transfronteiriço Interreg não ter considerado elegível a candidatura conjunta apresentada pelas câmaras de Belmonte e Penamacor.

in Diário XXI

8 comentários:

Anónimo disse...

O ministério da cultura não apoia as iniciativas culturais??
Pudera, quando teem conhecimento da qualidade de eventos culturais, demonstrada no roteiro, é lógico que ficam apreensivos.

Ricardo Araujo Pereira disse...

“Dos parcos recursos que temos, investimos na montagem de uma estratégia diferenciadora e não recebemos nenhum apoio do Ministério da Cultura”

Fico estupefacto com estas afirmações! Ou o Sr. Presidente está a gozar comigo, e por consequência com toda a população, ou então não tem consciência da sua política logo não é racional e por isso desculpável! Será?

Enfim, esbanja dois milhões de euros no tecto da casa e queixa-se de agora não ter dinheiro para o resto. E ainda tem o descaramento de vir para a praça pública dizer que o fez e que o estado não lhe dá ajuda para isso. É de loucos!

Como é que alguém entra numa "política" destas sem garantir ajudas do estado? "Ah não há? fazemos na mesma só para eles verem quem é que é aqui o menino!"

Toda a gente sabe do seu erro, nesta politica sem retorno- sim! porque digam-me lá o que estes museus já lhes trouxeram de bom?- e agora ainda vem queixar-se que o estado não ajuda? pudera ja abriram os olhos!

"Oh Sócrates olha-me este! já vai em 4 museus na mesma vila! Há cada toino!!"

E devia perguntar o Sócrates: "Tão e as pessoas lá vivem de quê? semeiam ouro?"

O estado faz muito bem em não financiar politicas sem retorno, é por causa de muita megalomania que estamos no estado em que estamos. Deixe-se de museus homem, qualquer dia nem pra botar abaixo servem! Enfim.. estamos tramados!

Venha o Roberto Leal à terra com mais representantes judaicos per capita, boa escolha... revela olho! será que os quer converter, depois ainda faz o museu da música pimba!

Anónimo disse...

Ui!!! Estas festas do concelho vão ser as melhores de sempre!!! Belmonte aos poucos será esquecido... estamos condenados!

Anónimo disse...

Conhecendo a inteligência nata do Comendador,admito que apesar da caótica nojeira em que transformou o nosso concelho,ainda me consegue surpreender.
Há dias quase perfeitos...são de facto hilariantes as afirmações deste senhor.
Onde ficou o respeito por todos aqueles (que já são muitos)que diáriamente se debatem com a falta de dinheiro para comer,para pagar renda de casa etc,etc etc ...
Tanto dinheirinho gasto em museus e mais museus,que de nada servem num concelho onde abunda o desemprego e sem perspectivas de futuro.
Faça o obséquio de acordar da sua hibernação ,pois recuso-me a acreditar que seja estupidez, o que o leva a ser tão ridiculo, ao ponto de negar a evidência da extrema pobreza que por aqui se instalou.

Anónimo disse...

Não sei se estas festas vão ser as melhores de sempre, o que sei é que o programa(sempre dificil de fazer) é o mesmo desde o 25 de Abril de 1974, a única coisa que altera é o número de morteiros...

Anónimo disse...

(último anónimo) Faltou-te referir que o programa só sai quase em cima dos dias comemorativos (no que toca a cartazes)... Aliás mais valia nem saírem porque é uma despesa sem retorno. Este ano vai ser o melhor de todos... é caso para dizer Full Play voltem!!! AKISUM voltem! Pelo menos são da terra e não levam resmas de dinheiro. Agora Roberto Leal... enfim...

Anónimo disse...

Bom se queres FESTAS tens de mudar os mordomos, ou então ficais com festas...

Desiludido disse...

Perante todo este tipo de críticas, algumas mais oportunas que outras, pergunto-me: Quem votou nestes senhores?? Ou deverei dizer, neste senhor? É que desde o dia seguinte às eleições que se ouvem críticas e a julgar pelos números ele não deveria ter sido eleito. Mas será que na hora de "pôr" o voto ninguém se lembra da nulidade e do atraso que é este homem? Sejam homens e mulheres com coluna vertebral e assumam-se na hora de os voltar a eleger!