sábado, 7 de fevereiro de 2009

Casal presumível autor de passagem de Moeda Falsa detido

A Polícia Judiciária (PJ) da Guarda anunciou a detenção de um casal, de 22 e 27 anos, pela presumível autoria do crime de passagem de moeda falsa na região da Beira Interior.

Segundo Mário Bento, coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ da Guarda, a detenção dos suspeitos foi feita com a colaboração da GNR do Fundão.

Aquele responsável adiantou que o casal é suspeito de ter feito “várias passagens” de notas falsas nas zonas da Guarda, Belmonte, Covilhã e Fundão.

Durante as investigações foram apreendidas 31 notas de 50 euros falsas, sendo que 17 “estavam ainda na posse dos detidos”, disse.

A PJ também apreendeu dois mil euros em moeda verdadeira e um automóvel de alta cilindrada que o casal utilizava na alegada prática criminosa.

Mário Bento adiantou à Lusa que, “dada a quantidade” de notas falsas apreendidas, existem indícios de que os detidos “estejam perto da fonte” emissora da moeda falsa, daí que a PJ continue a proceder a investigações.

O responsável disse também tratar-se de “uma contrafacção com alguma qualidade”.

“É uma contrafacção que já falsificava alguns elementos de segurança das notas”, explicou o coordenador da PJ da Guarda, salientando que a adulteração “não é perceptível de imediato”.

Na sua actuação, os detidos realizavam compras “de custos baixos”, em estabelecimentos comerciais da região, que pagavam com notas falsas de 50 euros “para terem o máximo lucro”.

“Transformavam dinheiro falso em verdadeiro”, observou o responsável.

Os detidos estão hoje a ser presentes ao juiz do Tribunal do Fundão para aplicação de medidas de coacção tidas por adequadas, refere a PJ da Guarda em comunicado.

in "JF"

1 comentário:

Caetano disse...

Também foram pouco espertos quando, depois de uma incursão a várias lojas do Fundão, decidiram ir fazer o mesmo no estabelecimento mesmo em frente ao posto da GNR que já tinha recebido de um comerciante local elementos de identificação do criminoso...

O que se lamenta é que os comerciantes não tenham o seu dinheiro devolvido e que fiquem eles a "arder" já que o dinheiro recuperado vai todo para os cofres do Estado...